7 de out. de 2014





Por CARLOS NUNES


Ao caro (pseudo) colega Alexandre Padilha:


Eu desafio o sr, como o grande defensor do programa mais médicos que siga o seu caminho, mais natural agora que está desempregado, de ir trabalhar em uma prefeitura do interior do Brasil. No programa que o senhor mesmo ajudou a criar!
Já que segundo o PT nós médicos somos todos sem coração e mercenários? Que tal dar o exemplo?
Ir para uma prefeitura onde não se tem condições de trabalho, ver pacientes morrer na sua mão.
Ser processado por erro médico (quando na verdade não havia a mínima estrutura).
Ficar em dúvida se entra na ambulância para transferir o paciente (e abandona o plantão - o que é crime) ou se fica com paciente esperando ele morrer fingindo que está fazendo algo.
Ficar refém do prefeito local e ter que atender quantos pacientes ele quiser como se fosse seu empregado. Receber bilhete de vereadores para priorizar este ou aquele paciente (amigos, parentes e correligionários).
Fazer o papel de ouvidor geral do caos na saúde como se a culpa fosse sua (sim o médico é o cara do telemarketing que houve todas as reclamações como se tivesse culpa).
Mudar radicalmente seu projeto de vida e ganhar por mês uma bolsa de estudo (mesmo sendo formado) sem nenhum direito trabalhista, 13o, férias, FGTS, etc. E que pode ser demitido a qualquer minuto ao sabor das mudanças na conjuntura política.
Acho que o sr. será mais útil lá que em outro lugar e ainda ajuda nosso país a enviar menos dinheiro para ditadura cubana. Melhor um médico ruim como o sr. (consenso entre os que conhecem a sua competência técnica) do que um político péssimo.
E a população coitada ? Nosso povo é tão sofrido, que se o senhor for atencioso mesmo fazendo a coisa errada talvez eles gostem de você.
E se seu filho e ou alguém da sua família passar mal por lá fica tranquilo que alguém treinado na melhor medicina do mundo segundo o senhor estará lá pronto para atendê-lo.


Dr. Caio Nunes

Departamento de Radiologia

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP


4 comentários:

  1. O futebol, queiram ou não, assim como a política, é uma luta de classes.

    O povo do Náutico, time de torcida pequena e elitista, defendem e votam no tucano Aécio, aprendiz do guru FHC.

    O pessoal do Sport, clube popular e metido a rico, vota no abastado PSDB.

    A massa tricolor, humilde e oprimida pelas elites, vota no grupo do ex-torneiro mecânico, aquele que quando bebê dormia numa caixa de sapato, que lhe servia de berço.

    De um lado, portanto, estão o Santinha e os companheiros Lula, Dilma, Rui Falcão...

    Do outro lado estão Náutico, alguns do Sport, Aécio, FHC, Marina Silva, Serra, Marco Maciel (não é tricolor, nunca fez nada pelo Santa e por Pernambuco), Roriz, Arruda...

    Pobres vs. Ricos... Pobreza vs. Elites...

    É piada esse papo que Lula é timbu. Lula jamais, em tempo algum, disse ser Náutico. Repete, sim, em alto e bom som, pra quem quiser ouvir, que é corintiano, é gavião, não gambá (timbu).

    No final, como aprendemos nos tempos de criança, o bem sempre vence o mal, derrotaremos novamente as elites desse país.

    ResponderExcluir
  2. Salve Antonio Luiz Filho, Mendoncinha e Fernando Bezerra Coelho !

    ResponderExcluir
  3. Uma lição de Sociologia Política. A mais lídima expressão do maniqueísmo simplista com que o populismo perverso submete e explora a ingenuidade, a boa fé e as carências (especialmente a educacional) dos indigentes sociais.

    ResponderExcluir
  4. Biu Coral, você viajou na maionese, como diria Lula.

    ResponderExcluir

Comentários