Por
ROBERTO VIEIRA
Cinquenta anos se
passaram.
Hoje parece fácil.
Pelé, Coutinho e
Gilmar.
Bastava o empate.
Noventa minutos.
O Santos era campeão do
mundo.
O Brasil era bicampeão
mundial de futebol.
Porém, e talvez por
isso mesmo, não foi.
La Bombonera lotada.
O Boca oferecia mundos para
uma negra em Buenos Aires.
Boca certo da vitória.
Santos em frangalhos.
Vencera no Maracanã por
obra e graça divina.
Não fosse o time do
Santos e de todos os cariocas.
O vôo para a Argentina?
Horror.
Vai não vai.
O pedido para adiamento
solenemente ignorado pelos Hermanos.
Alberto J. Armando,
presidente do Boca.
Ameaçando vencer por
W.O.
Fair play?
Orlando e Paulo Valentim
vigiados.
Tentativa de Golpe em
Brasília.
Paulo Valentim fora.
Oito graus.
Primeiro tempo 0x0.
Dois minutos da etapa
final.
Ratin para Sanfilipo:
Boca 1x0.
Festa portenha durante exatos
cento e dez segundos.
Coutinho empata.
Silêncio.
Gilmar do Santos é neve
pura.
Defende dois, três,
milhares de chutes.
Pelé dribla Orlando.
Pelé dribla Orlando.
Pelé marca seu 600º
gol.
Ou mais ou menos isso –
depende do contador.
Santos 2x1.
O Santos era bicampeão
da Libertadores.
Fácil?
Uma equipe brasileira
só tornou a vencer na Argentina.
Duzentos anos depois.

0 comentários:
Postar um comentário
Comentários