Por WASHINGTON VAZ
O Cruzeiro chegava novamente a final da Copa do Brasil.
Na edição de 1996, com 40 clubes na disputa do certame.
Assim como em 1993, o clube celeste não era favorito ao título nacional.
À frente da Raposa viria o super Palmeiras da Parmalat.
Palmeiras que para chegar a final passou tranquilo por Sergipe, Atlético-MG, Paraná e Grêmio.
Derrota mesmo, só para o tricolor gaúcho, no Olimpico. No mais, 6 vitórias em 7 jogos.
Já o Cruzeiro enfrentou Juventus-AC,Vasco, Corinthians e Flamengo para chegar a final.
Até ali, foram 3 vitórias, 3 empates e 1 derrota.
Diferentemente de três anos atrás, a primeira partida da decisão seria no Mineirão.
Estádio que teve a presença de 68.763 torcedores para uma renda de R$ 966.415,00.
Com Levir Culpi no comando, o Cruzeiro alinhou Dida, Vítor, Jean, Célio Lúcio e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Palhinha e Uéslei; Marcelo Ramos e Cleison.
Já Wanderley Luxemburgo que ainda assinava seu nome com W e Y, iniciou o jogo com Velloso, Gustavo, Cláudio, Cléber e Júnior; Galeano, Amaral, Marquinhos e Elivélton; Luizão e Rivaldo.
Aos 11 minutos de jogo, o zagueiro Claudio do Porco mandava um torpedo sem chances de Dida intervir.
Dida que foi o nome deste jogo, salvando o Cruzeiro em diversas chances criadas por Luizão e Rivaldo.
No segundo tempo, aos 16 minutos, o goleador Marcelo Ramos empataria a partida após cruzamento de Roberto Gaúcho.
Com jogo de volta no Palestra Itália, o Cruzeiro operaria um milagre presenciado por 29.139 palmeirenses.
Com Dida; Vítor, Gélson Baresi, Célio Lúcio e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Palhinha e Roberto Gaúcho; Marcelo Ramos e Cleisson
O Cruzeiro de Levir Culpi conseguiria uma virada épica diante do incrivel Palmeiras.
Palmeiras de Luxemburgo que entrou o seu melhor:
Velloso; Cafu, Sandro Blum, Cléber e Júnior; Cláudio, Amaral, Marquinhos e Rivaldo; Luizão e Djalminha.
Com 5 minutos Djalminha toca bonito pra Rivaldo, cruzando para Luizão abrir o Marcador.
O empate cruzeirense veio depois de um escanteio, com Roberto Gaucho aproveitando a falha de Amaral e fuzilando Veloso.
Assustado, o Palmeiras reage, mas esbarra em Dida inspiradíssimo.
Momento que não teve Veloso, ao espalmar a bola nos pés de Marcelo Ramos.
Assim como no Mineirão, novo cruzamento de Roberto Gaúcho dando o gol da vitória e do título.
E o Palestra Itália que era verde, ficou azul.

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