26 de nov. de 2014




Por WASHINGTON VAZ


O Cruzeiro chegava novamente a final da Copa do Brasil.

Na edição de 1996, com 40 clubes na disputa do certame.

Assim como em 1993, o clube celeste não era favorito ao título nacional.

À frente da Raposa viria o super Palmeiras da Parmalat.

Palmeiras que para chegar a final passou tranquilo por Sergipe, Atlético-MG, Paraná e Grêmio.

Derrota mesmo, só para o tricolor gaúcho, no Olimpico. No mais, 6 vitórias em 7 jogos.

Já o Cruzeiro enfrentou Juventus-AC,Vasco, Corinthians e Flamengo para chegar a final.

Até ali, foram 3 vitórias, 3 empates e 1 derrota.

Diferentemente de três anos atrás, a primeira partida da decisão seria no Mineirão.

Estádio que teve a presença de 68.763 torcedores para uma renda de R$ 966.415,00.



Com Levir Culpi no comando, o Cruzeiro alinhou Dida, Vítor, Jean, Célio Lúcio e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Palhinha e Uéslei; Marcelo Ramos e Cleison.

Já Wanderley Luxemburgo que ainda assinava seu nome com W e Y, iniciou o jogo com Velloso, Gustavo, Cláudio, Cléber e Júnior; Galeano, Amaral, Marquinhos e Elivélton; Luizão e Rivaldo.

Aos 11 minutos de jogo, o zagueiro Claudio do Porco mandava um torpedo sem chances de Dida intervir.

Dida que foi o nome deste jogo, salvando o Cruzeiro em diversas chances criadas por Luizão e Rivaldo.

No segundo tempo, aos 16 minutos, o goleador Marcelo Ramos empataria a partida após cruzamento de Roberto Gaúcho.



Com jogo de volta no Palestra Itália, o Cruzeiro operaria um milagre presenciado por 29.139 palmeirenses.

Com Dida; Vítor, Gélson Baresi, Célio Lúcio e Nonato; Fabinho, Ricardinho, Palhinha e Roberto Gaúcho; Marcelo Ramos e Cleisson

O Cruzeiro de Levir Culpi conseguiria uma virada épica diante do incrivel Palmeiras.

Palmeiras de Luxemburgo que entrou o seu melhor:

Velloso; Cafu, Sandro Blum, Cléber e Júnior; Cláudio, Amaral, Marquinhos e Rivaldo; Luizão e Djalminha.

Com 5 minutos Djalminha toca bonito pra Rivaldo, cruzando para Luizão abrir o Marcador.

O empate cruzeirense veio depois de um escanteio, com Roberto Gaucho aproveitando a falha de Amaral e fuzilando Veloso.

Assustado, o Palmeiras reage, mas esbarra em Dida inspiradíssimo.

Momento que não teve Veloso, ao espalmar a bola nos pés de Marcelo Ramos.

Assim como no Mineirão, novo cruzamento de Roberto Gaúcho dando o gol da vitória e  do título.

E o Palestra Itália que era verde, ficou azul.







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