Por ROBERTO VIEIRA
Cresci lendo e vendo o Bahia.
Vitória era abstração.
Osni e Mário Sérgio.
Salvador de 1973.
Um time que tinha o Piolho.
Um time que tinha o França.
Grande amigo do Dedeu quando atuou no Náutico.
Depois vieram o Andrada e o Fischer.
Sangue argentino.
Pra contrabalançar o feitiço de um Buttice.
Um Sanfilipo.
Não importa.
O Bahia era a Bahia.
Bahia que desmantelou Andrada e Fischer.
Bahia que ganhava três, quatro títulos seguidos.
Bahia, campeão brasileiro com dendê.
Bahia acostumado ao chocolate.
Mas o que era doce foi ficando ardido.
Nos anos 90.
Vieram Dida, Júnior, Alex Alves, Vampeta.
Quatro títulos regionais.
Um vice-campeonato nacional.
O rosto de Ivete Sangalo cantando seu clube do coração.
A Bahia foi ficando Vitória.
E o Bahia?
Foi sofrendo derrotas em cima de derrotas.
O chocolate de Plínio Rizério e Alex Von Usler.
Virou chocolate com pimenta.
Uma pimenta de cinco gols na Arena Fonte Nova.
Uma pimenta baiana anunciando.
O século XXI e XXII são do Leão da Barra!
* Dedicado ao querido amigo, escritor de mão cheia e coração rubro-negro, Marcelo Torres...

Trabalhei no Excel Econômico, parceiro do Vitória entre 1996 a 1999. Havia uma revista para o público interno que numa edição trouxe uma entrevista com um executivo contratado pelo banco para gerir o Vitória. Ele se surpreendeu com a baixa estima da direção, funcionários, jogadores e parte considerável da torcida, todos achavam que havia perseguição de federação, arbitragem, imprensa, "sobrenatural de almeida", etc. A partir dessa constatação começou a trabalhar o motivacional dos envolvidos e isso deu início a arrancada do Vitória que considerando apenas os últimos 20 anos superou o Bahia em títulos estaduais, boas participações em campeonatos nacionais e tem crescido sua torcida. Tirando as cores essa história tem algo em comum com o nosso Náutico.
ResponderExcluirSe o Vitoria estah dando a virada em cima do seu tradicional algoz, porque o Nautico nao pode? Estah aih o exemplo a ser seguido. E sabe como tudo comecou? Com as categorias de base. Pois eh.
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