27 de ago. de 2015





Por NEWTON MORAES      



a)    O Conselho do Náutico tem uma imagem muito ruim junto à torcida e o objetivo da minha ida aos programas de rádio foi demonstrar que essa visão é injusta e distorcida. É bom ficar claro que não sou candidato a nada, exceto ao cargo de conselheiro;
b)    O Conselho é formado por pessoas íntegras e que querem o bem do Náutico;
c)    À exceção dos conselheiros natos (eméritos e beneméritos), todos os demais têm que contribuir com meio salário mínimo, mensalmente;
d)    Do montante arrecadado, mais de 75% é destinado para o executivo (CT, Base e Remo e, eventualmente, faz o pagamento de outras despesas que seriam do executivo, tais como honorários advocatícios e impostos);
e)    De acordo com o Estatuto do Clube, é obrigatório o repasse de 10% do montante arrecadado para o Centro de Treinamento (CT). Por uma liberalidade do Conselho, aprovada em reunião, o repasse tem sido de 50%. O ex-presidente Berillo Júnior foi suspenso por não estar cumprindo essa determinação do Conselho;
f)     Apesar de ter havido queda na arrecadação (muitos conselheiros pediram licença), os valores repassados pelo Conselho na gestão de Glauber têm sido muito superiores ao que ocorreu durante a gestão de Paulo Wanderley, em função do descumprimento de Berillo e pelo drástico enxugamento das despesas que houve tão logo Eduardo Turton assumiu;
g)    Eventualmente, o Conselho solicita doações adicionais espontâneas para arcar com despesas que deveriam ser do Executivo. Um exemplo disso foi com a ida do time de juniores para a Copa São Paulo, disputada no início do ano. O total doado pelos conselheiros foi 38.000 reais, suficiente para bancar todas as despesas da viagem e ainda sobrar 1.500 reais. No momento, estamos arrecadando dinheiro para ajudar a família de Lala;
h)   Como a Direção do Náutico não tem condições de arcar com as despesas referentes aos bichos, eles têm sido pagos com a contribuição de abnegados. Um grupo coordenado por mim e pelo conselheiro João Caldas tem sido responsável por levantar, em média, metade do valor de cada bicho. Esse grupo é composto por mais de 25 conselheiros e alguns alvirrubros abnegados, onde pouquíssimas pessoas apoiam a atual gestão. Existe, também, um grupo de médicos, coordenado pelo conselheiro Antônio Carlos Braga, que também contribui e o restante é bancado pelos diretores de futebol e por pessoas ligadas a eles.

As principais decisões do Conselho que causaram essa falsa impressão de que o Conselho quer prejudicar a atual gestão foram:

1-    Decisão do Conselho para não alteração da cláusula do contrato com a Arena que veda antecipações de recursos ou a utilização da receita como garantia de empréstimos. A decisão foi tomada pelo bem do Clube, que poderia ficar inviabilizado em poucos anos, caso esse precedente fosse aberto, permitindo que se tornasse prática. O pleito inicial da Direção do Náutico foi para poder captar 2 milhões de reais em empréstimos, utilizando como garantia a receita da Arena. Na semana seguinte, o valor já passou para 6 milhões, com carência de 10 meses, ou seja, praticamente todo o empréstimo seria pago pelos sucessores, os quais também se sentiriam no direito de agir da mesma forma. Assim, em poucos anos seria consumida toda a receita que está prevista para ser auferida nos durante os 30 anos do contrato. Fico à vontade para externar que o Conselho agiu com absoluta correção, pois fui um dos que votaram a favor da alteração no contrato (mas somente se os recebíveis comprometidos fossem os da atual gestão), em função da grave crise financeira que o Náutico atravessava. No entanto, após uma maior reflexão, admito que a decisão do Conselho foi a mais sensata, para não abrir o precedente (que teria que ter a anuência da Odebrecht, diga-se de passagem). Alguns conselheiros sugeriram alternativas para auxiliar na solução do problema. Na própria reunião, o conselheiro Sérgio Aquino prontificou-se a conseguir 15 pessoas para, juntamente com os atuais dirigentes, avalizarem, cada, um empréstimo de 50 mil reais (não tenho certeza do valor). Ao final da mesma, o conselheiro Zeca Cavalcanti procurou o presidente do Conselho (Eduardo Turton) e colocou-se à disposição para, juntamente com outros conselheiros, bancar a rescisão do contrato de funcionários que o Clube deseje demitir para reduzir a Folha do Administrativo. No dia seguinte à reunião, o conselheiro Marcos Freitas prontificou-se a conseguir 25 alvirrubros para que cada um empreste 12 mil reais - totalizando 300 mil -, sem juros e com deságio, dando ao Clube uma carência de 3 meses e pagando-se apenas 9 parcelas de 30 mil reais. Como garantia, exigiam apenas que as 9 parcelas fossem cheques pessoais dos atuais dirigentes.
2-    A suspensão temporária do repasse de 50% da arrecadação do Conselho para o CT, retornando aos 10% previstos no Estatuto do Clube, enquanto o Diretor do CT não cumprisse com algumas exigências estatutárias e fizesse a adequada manutenção no CT, já que uma Comissão tinha sido criada para verificar o estado do mesmo e o encontrou em uma situação lastimável. A Comissão formada passou a efetuar novas liberações de recursos, mas com fins específicos. Convém salientar que, nos poucos meses em que os repasses para o CT não atingiram os 50% previstos, eles foram repassados para outros departamentos do Clube, ou seja, o Executivo, como um todo, continuou a receber os mesmos valores.   

É fato que tem havido desentendimentos entre o Conselho e o Executivo, mas tem prevalecido sempre o interesse do Clube e o respeito ao estatuto.

O Executivo não tem atendido inúmeros requerimentos feitos por conselheiros e pelo Conselho Fiscal. Reiterações das solicitações são feitas e continuam sem respostas.
Tivemos, ainda, algumas situações em que membros de torcida organizada puseram em risco a integridade física dos conselheiros, com ameaças e cenas de vandalismo, sem que o Executivo coibisse com firmeza tais atos. Um associado, Tiago Barreto, postou nas redes sociais um vídeo de baixíssimo nível em que, a partir de informações falsas, desqualifica todos os membros do Conselho e ameaça quebrar tudo por lá. E, pior ainda, diz que obteve as informações de membros da diretoria executiva. Vários conselheiros o estão processando, mas a direção do clube não tomou nenhuma providência. 


Evitando expor ainda mais o Clube, em nenhum momento, o presidente em exercício do Conselho (Eduardo Turton) ou algum membro do Conselho Fiscal foi à imprensa denunciar esses fatos.

* Conselheiro do Clube Náutico Capibaribe


3 comentários:

  1. Precisa, cirúrgica, suficiente, necessária, a fala de Newton, ainda que sóbria,isenta e tranquila - como é do seu temperamento, sempre cordial e equilibrado - tem, no entanto, a contundência da Verdade.

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  2. Importante e esclarecedor.

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    1. Esse troço de REPOLHO é brincadeira né?

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Comentários