Sejamos justos.
Dunga estava certo.
De que adianta o oba-oba de 1982?
Bom mesmo era o time de 1994.
Dunga não era Sócrates.
Sócrates, capitão de 82.
Dunga não distribuía toques de calcanhar.
Nem frases inteligentes.
Dunga não tinha a classe de Mauro ou Carlos Alberto.
Muito menos era hollywoodiano como Bellini.
Dunga era apenas um rapaz cansado de ver o Brasil perder.
E em 1994.
O Brasil já estava de saco cheio de perder.
Em 1994?
O Brasil já não tinha Pelé, nem Senna.
Se Romário não arrebenta.
Com seu colega de quarto, o Dunga.
A gente teria virado o país do voleibol...
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