10 de set. de 2013





O Sport atacava.

1968.

O jovem goleiro do Íbis defendia.

Por baixo, por cima, de lado, no canto.

O empate estampado no placar da Ilha.

As rádios elogiando o espetacular Efigênio, guarda valas do Pássaro Preto.

Último minuto.

Garrinchina entra na área e enche o pé.

Efigênio faz uma ponte sensacional.

Espalma a pelota.

O Íbis do presidente Ozir Ramos faz a festa.

Tempo que passa.

Os jornais descobrem o goleiro que nunca existiu.

Titular Efigênio machucado.

O Íbis botou um goleiro de futebol de salão em campo: Onildo.

Onildo que estava por ali de torcedor.

Onildo que era torcedor do Sport.

A federação não notou.

Ninguém deu por falta de Efigênio.

E o Leão dançou nas mãos do goleiro que nunca existiu.

A bola?

Acabou entrando.

Só que no tapetão.


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