Por ROBERTO VIEIRA
Banks se salvara.
Viktor, também.
Rubinõs era uma fantasia.
Ele seria o próximo.
Trajado de luto na tarde mexicana.
Cubillas 1x0.
Quem sabe?
A Celeste tinha das suas.
Clodoaldo.
Tostão domina e lança o Rei.
Ladislao imagina que a tarde está bela demais.
Perfeita demais para ser definitiva.
Ladislao se veste de toureiro.
A bola vem em sua direção.
Mas o negro com asas nos pés chegará primeiro.
O drible inevitável e a bola na rede.
Ladislao mira no óbvio.
E submerge no sonho.
Um sonho de nada na tarde mexicana.
Ouvem-se as gargalhadas dos deuses.
Ladislao está só.
Nem bola nem Rei.
O corpo negro deixa as negras vestes no passado.
O Rei observa de soslaio o soldado que chega.
Bate no contrapé do guerreiro pampa.
A bola segue sob o olhar de Ladislao.
Sublime, não entra.
A eternidade dos deuses é feita da beleza das tardes
mexicanas.
O drible é maior que o gol.
Ladislao e o Rei?
Proclamam os deuses astecas.
Maiores que a vida...

Goleiraço ! Esse lance não me sai da cabeça. Eu tinha 15 anos.
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