3 de jan. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA


Banks se salvara.

Viktor, também.

Rubinõs era uma fantasia.

Ele seria o próximo.

Trajado de luto na tarde mexicana.

Cubillas 1x0.

Quem sabe?

A Celeste tinha das suas.

Clodoaldo.

Tostão domina e lança o Rei.

Ladislao imagina que a tarde está bela demais.

Perfeita demais para ser definitiva.

Ladislao se veste de toureiro.

A bola vem em sua direção.

Mas o negro com asas nos pés chegará primeiro.

O drible inevitável e a bola na rede.

Ladislao mira no óbvio.

E submerge no sonho.

Um sonho de nada na tarde mexicana.

Ouvem-se as gargalhadas dos deuses.

Ladislao está só.

Nem bola nem Rei.

O corpo negro deixa as negras vestes no passado.

O Rei observa de soslaio o soldado que chega.

Bate no contrapé do guerreiro pampa.

A bola segue sob o olhar de Ladislao.

Sublime, não entra.

A eternidade dos deuses é feita da beleza das tardes mexicanas.

O drible é maior que o gol.

Ladislao e o Rei?

Proclamam os deuses astecas.

Maiores que a vida...



Um comentário:

  1. Goleiraço ! Esse lance não me sai da cabeça. Eu tinha 15 anos.

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Comentários