Por ROBERTO VIEIRA
Policarpo Palestra
adorava o Palmeiras.
Nascido em 1942.
Justamente durante o
primeiro jogo do Palmeiras.
Policarpo trazia no
nome o passado do clube.
Homenagem de seu pai ao
clube.
Palmeirense empedernido
e orgulhoso.
Amigo de Oberdã e
Ademir da Guia.
Policarpo lembrava do
Maracanã em 1951.
Como lembrava da
Academia de Julinho.
Mas o velho Policarpo
esta semana se enfureceu.
Desacreditando do que
via nos jornais e Tvs.
O Palmeiras lutando por
um gol ilegal.
Buscando subterfúgio
nos tribunais.
Como um clube qualquer
sem eira nem beira.
Brigou com a diretoria.
Foi expulso como
traidor da pátria.
Teve seu nome apagado
da história alviverde.
Foi tido como louco por
grande parte dos amigos.
Triste fim do nosso
Policarpo Palestra.
Que acabou trancafiado
num manicômio.
Mais um louco que não
entende as filigranas da vida.
A mais valia dos
negócios de Estado.
Outro sonhador de um
mundo feito de utopias e grandeza.
Policarpo?
Nem achou a coisa de
todo modo ruim.
Fez amizade no
manicômio com um doido genial.
Um doido tão doido que
detesta futebol mesmo apaixonado pelo Brasil.
Um tal de Lima
Barreto...


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