'Não é só a morte que iguala a gente. O crime, a doença e a loucura também acabam com as diferenças que a gente inventa.'
Lima Barreto foi brasileiro e genial.
Bebeu tanto quanto Garrincha.
Tanto que enlouqueceu como o pai.
Foi botado pra fora da Politécnica,
inimigo cordial da Mecânica.
Inventou de escrever Policarpo Quaresma.
Crítico do Brasil ideal da República Velha.
Lima estava a frente do seu tempo.
Tempo em que bruxos fundavam Academias.
Tempo em que até Lobato achava o establishment um barato.
Tempo sem Modernismos.
Tempos do branco no futebol brasileiro.
Futebol que Lima Barreto achava um saco.
Lima só foi encontrar a igualdade racial no manicômio.
Único local aliás.
Onde a democracia existiu e existe de fato no Brasil...

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