Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA, MDM
E o Juiz Apitou
Eu tiro o domingo para descansar
Mas não descansei
Que louco eu fui
Regressei do futebol
Todo queimado de sol
O Flamengo perdeu
Pro Botafogo
Amanhã vou trabalhar
Meu patrão é Vascaíno
E de mim vai zombar
Mas não descansei
Que louco eu fui
Regressei do futebol
Todo queimado de sol
O Flamengo perdeu
Pro Botafogo
Amanhã vou trabalhar
Meu patrão é Vascaíno
E de mim vai zombar
Foram noventa minutos
Que eu sofri como louco
Até ficar rouco
Nandinho passa a Zizinho
Zizinho serve a Pirilo
Que preparou pra chutar
Aí o juiz apitou
O tempo regulamentar
Que azar!
Que eu sofri como louco
Até ficar rouco
Nandinho passa a Zizinho
Zizinho serve a Pirilo
Que preparou pra chutar
Aí o juiz apitou
O tempo regulamentar
Que azar!
Tirei a manhã do domingo, enquanto aguardo a ida à tarde a Pituaçú, com passagens obrigatórias pelo Beira Rio e pela Ilha da Fantasia, para organizar as fotos do álbum de família. Deu nisso: o encontro com os Florêncios de Caruaru. São duas as fotos:
Na primeira, estou ao lado do estimado colega Heriberto, o oftalmogista Heriberto Florêncio, colega de turma da faculdade, a turma de 1956; e do amigo Binga, irmão mais velho de Heriberto, o mais velhos dos Florêncio. O primeiro, Heriberto, é cidadão vitalício e querido de Caruaru onde ainda hoje reside com a esposa Eneida, filhos, filhas, noras, genros, netos e incontáveis amigos. O outro, Binga, ídolo do time do Comércio dos anos 40, campeão da Liga em 1946. Dele disse uma vez, deixei escrito, que era melhor que Zizinho. Simplesmente porque o Tejo não corre em minha aldeia... Eu nunca tinha visto Zizinho na minha vida. E via Binga toda tarde de domingo na rua São Paulo, no campo do Central. Alberto Caieiro diria o mesmo. Na outra foto, estou na doce e ainda hoje prazerosa companhia de dois outros Florêncio, mais jovens que Heriberto e Binga. São eles Mário e Fernando. De Mário, também colega, hematologista com curso em Paris no tempo em que Salomão Couto, anos 60, se aperfeiçoava na Cidade Luz na profissão médica, e de quem conserva a amizade e guarda a fidelidade da imorredoura admiração, posso afirmar que é, em mesa de bar, depois de Gardel, o melhor intérprete de “O Dia em Mi Queiras”. É preciso ter visto Mário nos anos 70-80 , em pé em cima de uma cadeira, depois de dois ou três uísques, não precisa mais, para saber do que estou falando. O outro na foto é Fernando, pouco mais velho que Mário, da minha geração de ginasiano em Caruaur, o artista plástico Fernando Florêncio. Fernando lançou há pouco em Caruaru, na tradicional Livraria Estudantil, seu magnífico “Figuras e Cores do Meu Tempo”. Belíssimo! Precisa ver para crer. Jogou no juvenil do Náutico no tempo de Cabelli. Dele disse eu um dia, que formava o melhor trio-atacante que jamais vi jogar: Fernando, Romildo e Rubinho. Era o trio-atacante do imbatível juvenil do Comércio, time que enchia de alegria minhas manhãs de domingo no idos de 46. De manhã, Fernando; á tarde, Binga. O que eu queria mais? Foi aí que aprendi a ver futebol. A admirar Ivson, Jorge, Baiano, Kuki, Bizu, Kieza.

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