25 de nov. de 2012







O América beijou a lona. Muita gente tinha certeza que o epílogo era escrito com tintas negras. Em 1997 e 1998, o Campeão do Centenário esteve ausente dos campeonatos pernambucanos da Segunda Divisão. Distante de tudo e de todos. O retorno em 1999 foi melancólico, o América classificado em campo, mas derrotado no Tribunal após a perda de pontos da vitória sobre o Íbis na primeira rodada. No ano seguinte, o clube fica atrás de Palmares e do Ferroviário na primeira fase. O século chega ao fim e o América parece navegar de braços dados com o século.
2001 chega com esperança de novos tempos. O América empata com o Íbis e sai perdendo para Cabense, Ferroviário, Unibol e Intercontinental. No final, a lanterna do Grupo 3, mergulha o América no ostracismo nos anos de 2002 e 2003. O retorno de 2004 não serve de lição; em um campeonato onde apenas o último colocado de cada grupo classificatório caía fora, os esmeraldinos seguraram a lanterna novamente, perdendo a vaga para o Unibol no saldo de gols. Em 2005, a lanterna foi deixada de lado – pero no mucho. O América termina na frente da Cabense, mas prossegue caindo na primeira fase.
Quando chega 2006, os dirigentes do América decidem mudar a história. A equipe lidera a primeira e a segunda fase com oito vitórias, três empates e apenas uma derrota. Quando parecia que a máquina voltara a engrenar, Cabense e Vera Cruz devolvem o América ao desespero. O trauma é tão grande que em 2007, o América tira férias.

Falar de 2008 é falar do 'quase'. A semifinal disputada contra a Cabense. O empate em 1x1 na primeira partida deixa o alviverde com faca e queijo na mão. Basta um simples empate sem abertura de contagem no estádio Ferreira Lima, em Timbaúba, casa do América naquele ano. O belo time do América, onde atuava o lateral Roma, teve no entanto, o Sobrenatural de Almeida contra si. Uma queda de energia na região de Timbaúba, ocasionada por acidente na linha de transmissão que atravessava os canaviais, provocou a transferência da partida para o dia seguinte. A Cabense voltou para o hotel em Carpina, distante trinta minutos de Timbaúba. O América, sem hotel pra ficar, rodou até o Recife para voltar doze horas depois. Extenuada, a esquadra esmeraldina perdeu a semifinal por 1x0 – gol espírita de Eduardinho chutando entre o arqueiro Cléber e a trave.
Os reflexos novamente se estenderam ao ano vindouro, quando os grandes triunfos do América foram duas vitória por W-O diante do Surubim. 
 
Pois é, mas não é que a história de terror do exílio da Estrada do Arraial teria um final feliz?





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