O
América beijou a lona. Muita gente tinha certeza que o epílogo era
escrito com tintas negras. Em 1997 e 1998, o Campeão do Centenário
esteve ausente dos campeonatos pernambucanos da Segunda Divisão.
Distante de tudo e de todos. O retorno em 1999 foi melancólico, o
América classificado em campo, mas derrotado no Tribunal após a
perda de pontos da vitória sobre o Íbis na primeira rodada. No ano
seguinte, o clube fica atrás de Palmares e do Ferroviário na
primeira fase. O século chega ao fim e o América parece navegar de
braços dados com o século.
2001
chega com esperança de novos tempos. O América empata com o Íbis e
sai perdendo para Cabense, Ferroviário, Unibol e Intercontinental.
No final, a lanterna do Grupo 3, mergulha o América no ostracismo
nos anos de 2002 e 2003. O retorno de 2004 não serve de lição; em
um campeonato onde apenas o último colocado de cada grupo
classificatório caía fora, os esmeraldinos seguraram a lanterna
novamente, perdendo a vaga para o Unibol no saldo de gols. Em 2005, a
lanterna foi deixada de lado – pero no mucho. O
América termina na frente da Cabense, mas prossegue caindo na
primeira fase.
Quando
chega 2006, os dirigentes do América decidem mudar a história. A
equipe lidera a primeira e a segunda fase com oito vitórias, três
empates e apenas uma derrota. Quando parecia que a máquina voltara a
engrenar, Cabense e Vera Cruz devolvem o América ao desespero. O
trauma é tão grande que em 2007, o América tira férias.
Falar
de 2008 é falar do 'quase'. A semifinal disputada contra a Cabense.
O empate em 1x1 na primeira partida deixa o alviverde com faca e
queijo na mão. Basta um simples empate sem abertura de contagem no
estádio Ferreira Lima, em Timbaúba, casa do América naquele ano. O
belo time do América, onde atuava o lateral Roma, teve no entanto, o
Sobrenatural de Almeida contra si. Uma queda de energia na região de
Timbaúba, ocasionada por acidente na linha de transmissão que
atravessava os canaviais, provocou a transferência da partida para o
dia seguinte. A Cabense voltou para o hotel em Carpina, distante
trinta minutos de Timbaúba. O América, sem hotel pra ficar, rodou
até o Recife para voltar doze horas depois. Extenuada, a esquadra
esmeraldina perdeu a semifinal por 1x0 – gol espírita de
Eduardinho chutando entre o arqueiro Cléber e a trave.
Os
reflexos novamente se estenderam ao ano vindouro, quando os grandes
triunfos do América foram duas vitória por W-O diante do Surubim.
Pois
é, mas não é que a história de terror do exílio da Estrada do
Arraial teria um final feliz?

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