
Por JOSÉ RENATO SANTIAGO, MDM
Mais um caso de amadorismo explicito que assola a direção de um grande clube brasileiro.
Como se não tivesse aprendido coisa alguma nos casos recentes que envolveram Oscar x São Paulo e Ronaldinho x Flamengo, agora o Santos, através de sua direção, patina na gestão de um de seus melhores jogadores.
A postura e despreparo da direção santista na condução desta situação que envolve o jogador Paulo Henrique Ganso são estarrecedoras.
Inicialmente, cabe lembrar algumas coisas.
Ganso e Neymar passaram a se destacar na equipe santista em 2009 e foram os grandes responsáveis pelo inicio desta mais recente fase áurea do alvinegro praiano.
Creio que muitos lembram que em alguns momentos, Ganso chegou a ser considerado mais promissor que Neymar.
Tudo ia muito bem, até que em 2010, em uma partida frente o Grêmio, Ganso sofreu ruptura do ligamento cruzado posterior de seu joelho esquerdo, o que provocou seu afastamento dos campos.
Junto com este período longe da bola, seu amigo Neymar passou a fazer a diferença, o que notadamente causou frustração em Ganso. Fato que aconteceria com qualquer pessoa.
Embora tenha voltado aos campos, Ganso jamais foi o mesmo e viu em Neymar tudo aquilo que ele poderia ter conquistado.
Acredito que a questão não chega a ser inveja, pois, ao que parece, certamente eles são amigos, agora compadres, mas é natural, ainda mais para um garoto como ele, que esta situação afete sua cabeça.
Quantos de nós não passamos por momentos semelhantes em nossa vida profissional?
Pois bem, o que a diretoria do Santos fez para tentar contornar isso?
Negociar algo com Ganso, sabidamente seria insuficiente.
Diante do acontecido, não era difícil imaginar que qualquer coisa diferente do que foi oferecido para Neymar, seria recebido com frustração por Ganso.
“Ah, mas o Santos não tem culpa se Ganso se machucou!!!”
Certamente que não, mas também é verdade que por pensar desta forma, a relação com o jogador só azedou desde então.
Imagino que Ganso queira condições pelas quais, muito possivelmente, seria merecedor se não tivesse ficado tanto tempo fora dos gramados.
O que concordo, caso seja verdade, ser um equívoco por parte do jogador.
O problema, notadamente, está na cabeça do jogador.
A solução seria desenvolver um plano com acompanhamento psicológico para o jovem jogador.
Creio que algumas pessoas sabem que a história de vida de Ganso é repleta de situações muito especificas.
Ainda assim, sua família, que, ao que parece, é muito equilibrada, certamente, é seu grande alicerce.
Mas muitas vezes, isto é insuficiente.
Neste caso, foi insuficiente, uma vez que também nota-se certo estranhamento também nas relações que envolvem aqueles que têm o direito do passe do jogador alvinegro.
Ao não tomar iniciativas voltadas a recuperar Ganso, a direção santista passou a sabotar o patrimônio do clube.
Os constantes atritos e confrontos de ambas as partes apenas potencializam a cizânia.
Certamente o Santos é milhões de vezes maior que Ganso, e justamente por isso, sua direção não deveria insistir na postura do confronto contra este valoroso ativo.
A cada nova entrevista de Ganso, certamente virá um pronunciamento contrário por parte da diretoria santista.
Até quando?
No meio da semana, a torcida, certamente incentivada pela postura amadora da diretoria santista, partiu para o confronto contra o jogador.
Talvez a situação tenha ficado insustentável.
Mas certamente, a direção do Santos precisa mostrar altivez e tratar o assunto de forma profissional, parar de picuinha e escolher efetivamente qual rumo tomar:
a) Fazer um planejamento para recuperar psicologicamente o jogador, pois jogar ele sabe; ou
b) Se livrar o mais rapidamente dele, pois a cada momento que passa o valor deste ativo está se perdendo e daqui a pouco a perda será irreparável.
Qualquer coisa diferente que isso é a comprovação definitiva do amadorismo de sua direção.
Um grande abraço
José Renato
www.memoriafutebol.com.br
www.facebook.com/memoriafutebol
www.twitter.com/memoriafutebol
Mais um caso de amadorismo explicito que assola a direção de um grande clube brasileiro.
Como se não tivesse aprendido coisa alguma nos casos recentes que envolveram Oscar x São Paulo e Ronaldinho x Flamengo, agora o Santos, através de sua direção, patina na gestão de um de seus melhores jogadores.
A postura e despreparo da direção santista na condução desta situação que envolve o jogador Paulo Henrique Ganso são estarrecedoras.
Inicialmente, cabe lembrar algumas coisas.
Ganso e Neymar passaram a se destacar na equipe santista em 2009 e foram os grandes responsáveis pelo inicio desta mais recente fase áurea do alvinegro praiano.
Creio que muitos lembram que em alguns momentos, Ganso chegou a ser considerado mais promissor que Neymar.
Tudo ia muito bem, até que em 2010, em uma partida frente o Grêmio, Ganso sofreu ruptura do ligamento cruzado posterior de seu joelho esquerdo, o que provocou seu afastamento dos campos.
Junto com este período longe da bola, seu amigo Neymar passou a fazer a diferença, o que notadamente causou frustração em Ganso. Fato que aconteceria com qualquer pessoa.
Embora tenha voltado aos campos, Ganso jamais foi o mesmo e viu em Neymar tudo aquilo que ele poderia ter conquistado.
Acredito que a questão não chega a ser inveja, pois, ao que parece, certamente eles são amigos, agora compadres, mas é natural, ainda mais para um garoto como ele, que esta situação afete sua cabeça.
Quantos de nós não passamos por momentos semelhantes em nossa vida profissional?
Pois bem, o que a diretoria do Santos fez para tentar contornar isso?
Negociar algo com Ganso, sabidamente seria insuficiente.
Diante do acontecido, não era difícil imaginar que qualquer coisa diferente do que foi oferecido para Neymar, seria recebido com frustração por Ganso.
“Ah, mas o Santos não tem culpa se Ganso se machucou!!!”
Certamente que não, mas também é verdade que por pensar desta forma, a relação com o jogador só azedou desde então.
Imagino que Ganso queira condições pelas quais, muito possivelmente, seria merecedor se não tivesse ficado tanto tempo fora dos gramados.
O que concordo, caso seja verdade, ser um equívoco por parte do jogador.
O problema, notadamente, está na cabeça do jogador.
A solução seria desenvolver um plano com acompanhamento psicológico para o jovem jogador.
Creio que algumas pessoas sabem que a história de vida de Ganso é repleta de situações muito especificas.
Ainda assim, sua família, que, ao que parece, é muito equilibrada, certamente, é seu grande alicerce.
Mas muitas vezes, isto é insuficiente.
Neste caso, foi insuficiente, uma vez que também nota-se certo estranhamento também nas relações que envolvem aqueles que têm o direito do passe do jogador alvinegro.
Ao não tomar iniciativas voltadas a recuperar Ganso, a direção santista passou a sabotar o patrimônio do clube.
Os constantes atritos e confrontos de ambas as partes apenas potencializam a cizânia.
Certamente o Santos é milhões de vezes maior que Ganso, e justamente por isso, sua direção não deveria insistir na postura do confronto contra este valoroso ativo.
A cada nova entrevista de Ganso, certamente virá um pronunciamento contrário por parte da diretoria santista.
Até quando?
No meio da semana, a torcida, certamente incentivada pela postura amadora da diretoria santista, partiu para o confronto contra o jogador.
Talvez a situação tenha ficado insustentável.
Mas certamente, a direção do Santos precisa mostrar altivez e tratar o assunto de forma profissional, parar de picuinha e escolher efetivamente qual rumo tomar:
a) Fazer um planejamento para recuperar psicologicamente o jogador, pois jogar ele sabe; ou
b) Se livrar o mais rapidamente dele, pois a cada momento que passa o valor deste ativo está se perdendo e daqui a pouco a perda será irreparável.
Qualquer coisa diferente que isso é a comprovação definitiva do amadorismo de sua direção.
Um grande abraço
José Renato
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