O Brasil se preparava para uma constituinte.
Meio mequetrefe, é verdade.
Usando palavra da moda.
Os médicos paulistas vibravam,
Inaugurando seu primeiro congresso.
A eutanásia começava a ser discutida.
Bidu Sayão também.
Jacutinga era o cavalo da moda.
Mas na boca da paulicéia desvairada.
O assunto do momento era Romeu.
Não aquele Romeu da Julieta.
Mas Romeu Pelicciari.
Gênio e artilheiro palestrino.
O tempo era de chuvas e trovoadas.
Mas o estádio do Palestra estava abarrotado.
Quando o árbitro Haroldo da Motta mandou a bola rolar.
Eram quatro da tarde.
Romeu abriu o marcador aos 17'.
Romeu aumentou aos 23'.
Para desespero de Onça, keeper do Timão.
Romeu que aumenta aos 36'.
E a primeira etapa termina em 3x0.
Metade da torcida corintiana foi pra casa.
A outra metade?
Viu mais um gol de Romeu.
Viu outro tento de Gabardo.
Viu um hat trick de Imparato.
O Palestra bate o Corinthians por 8x0.
Palestra que se sagra campeão paulista de 1933.
5 de novembro?
Calendário corintiano não conhece essa data...

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