
Por ROBERTO VIEIRA
Não sou cego. Qualquer pessoa sabe que o São Paulo é o time dos banqueiros.
O time dos Setúbal. O time da Avenida Paulista. O clube do PIB nacional.
São Paulo que abdicou dos títulos na década de 60 para ser ainda maior.
Fato que se repetido por outro clube dava camisa de força para toda a diretoria.
Mas o São Paulo é assim mesmo. Metódico e racional.
Aos poucos foi conquistando uma grande torcida. Quem é que não curte ser campeão todo ano?
Mas daí a entrar no gramado do Morumbi derrotado são outros quinhentos.
O ser humano tem duas formas de ser derrotado.
Uma forma é lutando com unhas e dentes pela vitória. A outra, se acovardando.
O São Paulo é grande, mas não é um time imbatível.
Ano passado, o tricolor paulista era mais forte.
Nós levamos uma goleada de 5 x 0 pelos nossos próprios erros.
E vencemos por 1 x 0 nos Aflitos.
Este ano vencemos de novo: 2 x 1.
Jogando concentrados. Peixeira entre os dentes. Sóbrios.
Talvez este seja o jogo mais fácil do Clube Náutico Capibaribe.
Fácil porque todos duvidam do Timbu.
Não existe estímulo maior para o ser humano com fibra que a dúvida do seu semelhante.
Colem as manchetes dos jornais nas paredes dos hotéis. Gravem as resenhas esportivas.
Memorizem as palavras de desprezo e escárnio. Joguem tudo o que sabem.
Mas principalmente, joguem o que não sabem.
Alvirrubros, acreditem sempre!
Dentro de campo sempre são onze contra onze.
E a história como testemunha...
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