Por ROBERTO VIEIRA
O zagueiro santista Durval está prestes a conseguir uma façanha.
Não.
Não se trata do milésimo estadual consecutivo no bolso.
Nem Libertadores e Copas do Brasil.
Durval está prestes a integrar o scratch paraibano de todos os tempos.
A Academia Paraibana da Bola.
Um time que não troca seu ‘oxente’ por ‘OK’ de ninguém.
Nas palavras de Mestre Ariano Suassuna.
O que?
Qual o scratch?
Pra quem não sabe - e deseja saber - eis a escalação.
No gol, o soberbo Harry Carey.
Nascido em Arcoverde.
Batizado como jogador em Campina Grande.
As laterais sabem tudo de bola.
Na direita, Iomar do Nascimento.
Mais conhecido como Mazinho.
Na esquerda, Leovegildo Lins da Gama Júnior.
A dupla de zaga começa por Zé Pedro.
Ídolo e senhor do Cabo Branco nos anos 20.
Ao lado de Zé Pedro, atuaria Arrupiado.
Paredão dos anos 50.
Arrupiado que aceitou trocar de lugar com Durval.
O meio campo é terra de Salomão Sales Couto.
Doutor de bola e neurologia.
Salomão que troca passes com Marcelinho Paraíba.
Na frente, passado e presente.
Hermes de Aguiar, Pitota, Hulk e Rinaldo.
Hermes e Pitota como ídolos do tempo.
Em que futebol era sinônimo de GOL.
Hulk dispensa apresentações, pá!
Rinaldo?
Quem não lembra de Rinaldo não gosta de futebol.
Aspirante no Santa Cruz.
Gênio no Treze de Campina Grande.
Campeão no Náutico.
Contratado a peso de ouro pelo Palmeiras.
Rinaldo estreou na seleção brasileira diante da Inglaterra.
E já foi deixando dois gols nas redes britânicas.
Técnico?
Que tal Augusto dos Anjos?
Pois no futebol e na vida.
Mesmo um timaço desses precisa saber que na peleja.
O aplauso é a véspera do escarro.
O torcedor que afaga é o mesmo que apedreja...
NOTA DO BLOG - A pedido do Mestre Valter Barros...

Obrigado, Mestre!
ResponderExcluirGrande scratch paraibano, esse! Não falo por esta gente manjada, com foto em capa de revista: Mazinho, Junior, o grande, o imenso Rinaldo. Nem mesmo pelo treinador do genial "Versos Íntimos". Lembro os heróis paraibanos Harry Carrey e Arrupiado do meu tempo de ginasiano em Caruaru. Vi-os jogar no compa do Central, anos 40, e dou testemunho de fé. A bola só entrava na barra do Treze porque não tinha outro jeito.
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