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23 de mar. de 2013







A cidade toda estava lá.

Quase.

Dona Francisca não quis nem ver.

Jogo em 1948 na Paraíba era assim.

Vida ou morte.

Amor à camisa.

Vitória?

Feriado nacional.

Pois com as distancias.

Sabugy era um país.

Derrota?

Tristeza infinita.

Destas que nem chuva no sertão resolve.

O campo de jogo era infinito.

Quente.

Latifúndio dos heróis da cidade.

Entre os tantos heróis daquele dia.

Um herói que vinha de longe.

Um certo Rigoberto.

Depois das batalhas na Itália.

Depois de enfrentar os alemães.

Esse jogo de vida e morte era batalha de menos.

Um Monte Castelo sertanejo.

17 de mar. de 2013








Por ROBERTO VIEIRA             


Não consigo ser imparcial.

Não por ser Campinense ou Treze.

Botafogo ou Auto Esporte.

Mas por ser a Paraíba.

Terra materna.

Assistir a Paraíba - sempre negada, esquecida,

subtraída.

Chegando à final do Nordestão.

Faz a gente pensar.

Muita gente subestima.

Zebra.

Outros acham absurda a chegada dos pequenos ao Poder.

Como se o Campinense, hexacampeão estadual,

fosse pequeno.

Não sabem eles.

Pequeno é quem não luta.

Pequeno é quem se curva ante o destino.

Pequeno é quem jolga os demais insignificantes.

Pequeno?

É quem vai ficar chupando o dedo hoje à tarde.

Logo mais.

Os 50% de coração paraibano estarão vestindo a bela faixa da foto.

Hoje?

O Campinense é Paraíba.

Embora nenhum torcedor do Treze acredite nisso...

20 de jul. de 2012






Em 1950.

A seleção paraibana sonhou alto.

Contratou Barbosa.

Técnico campeão pernambucano em 1944 com o América.

Paraíba que escalou Uraí na zaga.

Zépequeno, Totinha e Nuca na linha.

Paraíba que eliminou o Rio Grande do Norte no primeiro mata mata.

Paraíba que vendeu caro.

Muito caro mesmo a classificação diante dos pernambucanos.

Uma derrota chorada por 5-3 em Recife.

Resultado que derrubou o treinador Perini do nosso selecionado.

E um conturbado 2-0 na segunda peleja

- disputada também no Recife

- eita regulamento!

Paraíba cujo chefe da delegação.

Era o saudoso Ivaldo Falconi.

Secretário da Educação e Saúde do estado vizinho.




16 de jul. de 2012



Do belíssimo livro de Walfredo Marques.

'A História do Futebol Paraibano'.

O Estrela do Mar em 1964.

Estrela do Mar que foi campeão paraibano em 1959...



6 de jul. de 2012



Por JOSÉ DE OLIVEIRA RAMOS




Foi, com toda certeza que, no início do ano de 1959, correu um boato jocoso, fruto da incomparável imaginação cômica do cearense, dizendo que, em 1960, “negro ia virar macaco.” O dia 31 de dezembro de 1959 foi de muita ansiedade, expectativa, independentemente de ser o dia mundial da confraternização.

Chegou o ano de 1960 e “negro” continuava ali, gentinha da silva, sem ter virado macaco. Gente mesmo, quem não ficou foi o torcedor do Ceará Sporting Club, que, mesmo com alguns negros no time (Pipiu, Dico, Bebeto, Pelado, Guilherme, além de Manuel Conrado – Dengoso – como técnico) perdeu o título estadual para o Fortaleza.

Mas o Ceará de José Elias Bachá aprontou o trôco para o inimigo. Reforçou o time e conquistou o tricampeonato nos anos de 1961, 62 e 63. E aí quase que “negro vira macaco”.

O Fortaleza Esporte Clube estava perdendo atacantes experientes como Walter Vieira, Mourãozinho, Aluísio, Humaitá e tantos outros. O time precisava urgentemente de sangue novo, era o óbvio descoberto por Mozart Gomes e Otony Diniz.

Paraibano de nascimento, Otony Diniz, então empresário emergente em Fortaleza e presidente do “Tricolor de Aço”, estava em João Pessoa/PB tratando de negócios e revendo familiares. No final da tarde de um domingo resolveu ir ao Estádio Ernani Sátiro assistir um jogo amistoso do Botafogo e rever amigos. Durante o jogo, um voluntarioso atacante usava a camisa 9 do alvinegro paraibano e mereceu a sua atenção. Não tinha vínculo com o clube paraibano. Estava numa fase probatória de testes.

Pois, foi assim que José Valquírio Barbosa, nascido em Cabedelo/PB no dia 5 de julho de 1945, iniciou a sua extensa vida de jogador profissional. Antes, ainda como jogador amador e com apenas 16 anos, defendeu as cores do Estrela do Mar, de Cabedelo, clube da Segunda Divisão do futebol paraibano.

Otony Diniz era apenas “Presidente” do Fortaleza. Não era “dono”, como alguns presidentes de hoje, que têm uns trocadinhos e acham que “podem tudo” porque pagam uma reles folhinha salarial de 50 mil reais. Assim, Diniz levou para o Fortaleza o ainda menino Valquírio e o indicou para o Aspirante. Não gostaram do nome e trocaram por “Paraíba”. Esse passou a ser o apelido de um dos maiores artilheiros do futebol nordestino de todos os tempos, comparável a Croinha, Gildo, Mozart, Bita, Alberí e tantos outros.

Paraíba chegou mineirinho, comendo pelas beiradas. Logo assumiu a titularidade do time Aspirante do Fortaleza, em 1962, jogando ao lado de Moésio, um dos eternos ídolos do tricolor do Pici. Em 1963, Paraíba já conquistava o primeiro título de sua carreira, com apenas 18 anos: campeão cearense de Aspirantes, pelo Fortaleza.

Ora, se na Bahia os títulos são decididos quase sempre entre Vitória e Bahia; no Rio Grande do Norte, entre ABC e América; em Pernambuco, entre Sport, Náutico e Santa Cruz; no Maranhão, entre Sampaio Corrêa e Moto; claro que, no Ceará, quase sempre o título é do Ceará ou do Fortaleza. E o Ceará acabara de ser tricampeão nos anos 1961, 62 e 63.

Pois, em 1964, se o Ceará não foi tetra, dá para descobrir quem foi o campeão? Isso, o Fortaleza que, em 1965 não deixou por menos e foi bicampeão. Em 1964, aliás, o Tricolor foi “Super-Campeão”. E com ninguém menos que Paraíba, titular do ataque. Só não foi artilheiro do campeonato porque o Ceará tinha Gildo. Mas, em 1965, jogando ao lado de Croinha, Paraíba foi bicampeão e mais uma vez não foi o artilheiro do campeonato, por que o pernambucano e ex-maqueano ficou com o troféu.

Atacante famoso aos 21 anos, Paraíba foi negociado ao Ferroviário Atlético Clube de Fortaleza em 1966, onde permaneceu até 1969 e se transformou num dos mais importantes atacantes da história do time coral.

Em 1966, defendendo a camisa erreveceana, Paraíba conquistou o Torneio Início; foi vice-campeão do Torneio Pentagonal de Fortaleza; e foi vice-campeão do Torneio do Ferroviário.

Em 1967, Valquírio Barbosa (perdão! – Paraíba) foi vice-campeão cearense invicto. Não perdeu nem para o campeão, Fortaleza. Em 1968, Paraíba participou de outra marca que os torcedores do Ferrim consideram importante: completou dois anos sem perder para o Ceará.

Em 1969 acabaria o ciclo de Paraíba no Ferroviário. No ano seguinte, 1970, Paraíba defendeu o Guarany de Sobral, formando no ataque com Dedeu, Paraíba, Edmilson e Jaldemir. Finalmente, defendendo um time considerado intermediário, foi artilheiro do campeonato cearense com 17 gols marcados.

Em 1971 Paraíba foi negociado ao Calouros do Ar, time cearense então ligado à Aeronáutica, onde jogaram excelentes jogadores como Chinezinho, Adonias, Coité, Pedrinho, Galego, Zé Preguinho, Piçarra, Zezinho, Didi e tantos outros. Pois, foi em 1971, quando defendia as cores do Calouros do Ar que Paraíba foi trazido para o Sampaio Corrêa pelo empresário Walter Zaidan.

O ano de 1972 foi consagrador para Paraíba, que se sagrou Artilheiro do Nordestão, com 16 gols assinalados; e campeão brasileiro, invicto, pelo Sampaio Corrêa. No mesmo ano de 1972, Paraíba defendeu o Tiradentes do Piauí, sagrando-se bicampeão estadual mafrense.

Bem informado sobre o futebol brasileiro, Paraíba diz que sempre soube que “existem coisas que só acontecem com o Botafogo do Rio de Janeiro”. Lembra, entretanto, que “existem coisas que só acontecem no futebol maranhense”. Para ilustrar essa afirmação, Paraíba lembra que, em 1974, foi disputado um campeonato maranhense valendo pelos anos de 1973 e 1974.

Em 1973 ele ainda defendia o Tiradentes do Piauí. Em 1974, defendendo o Moto, sagrou-se campeão de 73 e 74 no campeonato disputado em 1974.

Há quem afirme que, paraibano nascido em Cabedelo, “é homem para resolver qualquer assunto a qualquer hora”. Pois, em 1975 Paraíba foi impedido de jogar, aos 30 anos, muitos times defendidos e alguns títulos conquistados. Paraíba era motense quando um acidente ceifou a vida de Paulo Espanha durante uma viagem. Valquírio Barbosa sofreu fratura em várias vértebras e foi obrigado a parar de jogar, privando os torcedores dos seus belos e importantes gols. Coisas do futebol.

José Valquírio Barbosa para uns poucos e Paraíba para todos que o viram atuar como artilheiro consagrado, pode ser considerado como o único bicampeão brasileiro invicto no futebol. Em 1972, sob o comando de Marçal Tolentino Serra, foi campeão brasileiro invicto pelo Sampaio Corrêa. Em 1997, fazendo parte da Comissão Técnica dirigida por Pinho, foi campeão brasileiro invicto com o Sampaio Corrêa.

Paraíba, após parar de jogar, ensaiou carreira de treinador, mas nunca encontrou as facilidades e o apoio necessários dos tempos de jogador e artilheiro.

Na conversa que o Repórter teve com Paraíba, ele pediu para não esquecer de dizer que, no futebol cearense, teve enorme prazer de atuar ao lado de Edmar, um dos maiores jogadores daquela terra em todos os tempos. No Maranhão, sempre se entendeu maravilhosamente bem com Zé Carlos.








Foto: Arquivo
Valquírio Barbosa, como torcedor, no Nhozinho Santos.

Foto: Arquivo
Ferroviário (vice-campeão cearense de 1967): Miltão; Veto, Gomes, Luís
Paes, Coca-Cola e Roberto; Ivanildo, João Carlos, Facó, Edmar e Paraíba.

Foto: Arquivo
Paraíba no ataque com Mano e Coca-Cola

Foto: Arquivo
Edílson, Gomes, George, Luiz Paes, Roberto, Coca-Cola. Mano, Ivanildo,
João Carlos, Paraíba, campeão cearense, entre Lucinho e Edmar.

31 de mai. de 2012



Por ROBERTO VIEIRA





O zagueiro santista Durval está prestes a conseguir uma façanha.

Não.

Não se trata do milésimo estadual consecutivo no bolso.

Nem Libertadores e Copas do Brasil.

Durval está prestes a integrar o scratch paraibano de todos os tempos.

A Academia Paraibana da Bola.

Um time que não troca seu ‘oxente’ por ‘OK’ de ninguém.

Nas palavras de Mestre Ariano Suassuna.

O que?

Qual o scratch?

Pra quem não sabe - e deseja saber - eis a escalação.

No gol, o soberbo Harry Carey.

Nascido em Arcoverde.

Batizado como jogador em Campina Grande.

As laterais sabem tudo de bola.

Na direita, Iomar do Nascimento.

Mais conhecido como Mazinho.

Na esquerda, Leovegildo Lins da Gama Júnior.

A dupla de zaga começa por Zé Pedro.

Ídolo e senhor do Cabo Branco nos anos 20.

Ao lado de Zé Pedro, atuaria Arrupiado.

Paredão dos anos 50.

Arrupiado que aceitou trocar de lugar com Durval.

O meio campo é terra de Salomão Sales Couto.

Doutor de bola e neurologia.

Salomão que troca passes com Marcelinho Paraíba.

Na frente, passado e presente.

Hermes de Aguiar, Pitota, Hulk e Rinaldo.

Hermes e Pitota como ídolos do tempo.

Em que futebol era sinônimo de GOL.

Hulk dispensa apresentações, pá!

Rinaldo?

Quem não lembra de Rinaldo não gosta de futebol.

Aspirante no Santa Cruz.

Gênio no Treze de Campina Grande.

Campeão no Náutico.

Contratado a peso de ouro pelo Palmeiras.

Rinaldo estreou na seleção brasileira diante da Inglaterra.

E já foi deixando dois gols nas redes britânicas.

Técnico?

Que tal Augusto dos Anjos?

Pois no futebol e na vida.

Mesmo um timaço desses precisa saber que na peleja.

O aplauso é a véspera do escarro.

O torcedor que afaga é o mesmo que apedreja...



NOTA DO BLOG - A pedido do Mestre Valter Barros...

23 de dez. de 2008




O time de Dona Sebastiana.

Alguém lembra dela?

Dona Sebastiana que raspou suas economias e ajudou a fundação do Botinha.

O maior campeão da história do futebol paraibano.

O time da rua Borges da Fonseca, 45.

Ali, no Roger.

Me corrija o enciclopedista Vandal se eu estiver errado.

O Botafogo de imensas glórias.

Botafogo que habita uma cidade condenada a esquecer o futebol.

Amigos, paraibanos.

O futebol está no sangue de vocês.

Não apenas no sangue dos campinenses.

Não esqueçam jamais o Botafogo.

O matador de tricampeões.

Botafogo de Zeca.

Zeca que marcou o tento da vitória no estadual de 1957 (FOTO).

Motivo de festa, muita festa.

Pois outro título?

Só no ano santo de 1968.


[imagem]


24 de nov. de 2008



2008, Campinense garante o acesso a Série B do Campeonato Brasileiro


O Campinense é Série B.

A Raposa da Borborema volta a brilhar.

Resultado de um trabalho bem feito.

Resultado de um clube que nasceu pra vencer.

Desde o Hexacampeonato na década de 60.

1965, Campinense Hexa Campeão Paraibano

O Campinense que foi vice-campeão do Nordeste em 1962.

Campeão do Nordestão em 1972.

Primeiro clube paraibano na divisão de elite do Brasileiro em 1975.

1975, Campinense na Série A do Campeonato Brasileiro

Festa em Campina Grande do Largo Flórida.

Campina Grande do algodão que viajava para Liverpool.

50 pontos em 32 jogos.

42 gols foram marcados.

13 vitórias.

11 empates.

Derrotas?

E hoje lá é dia de falar em derrota!



31 de ago. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA


Poderia não usar o termo paraíba no título do artigo.

Paraíba que é adjetivo pejorativo neste Brasil de Brasis.

Mas ser chamado de paraíba deveria ser motivo de orgulho. Nunca vergonha.

Como sempre diz minha mãe, orgulhosa paraibana de Mogeiro. Terra de Sivuca.

Orgulho por saber sorrir quando a dor é infinita. Quando o adjetivo fere e sangra.

Mas hoje é um dia diferente para todos os paraíbas.

Esqueça Fittipaldi.

Senna.

Esqueça Pace e Piquet. Todos óbvios.

O improvável piloto brasileiro de um milhão de dólares é Valdeno Brito.

Valdeno Brito da gloriosa Campina Grande, Paraíba.

Valdeno que ergueu a bandeira do NEGO de sua terra.

NEGO solitário na república velha brasileira. NEGO de João Pessoa.

Quem imaginaria um piloto de ponta na terra de Augusto dos Anjos? No berço de Ariano Suassuna?

Ninguém em sã consciência.

A não ser o próprio Valdeno, volta mais rápida em cima de volta mais rápida antes do reabastecimento.

Como um Schumacher no auto (mobilismo) da Compadecida nordestino.

Pois se no princípio da prova Valdeno encenou a farsa da boa preguiça.

No final ele correu nos braços do Eu.

Chiclete com banana a duzentos quilômetros por hora.

Único representante na corrida do milhão da região mais folclórica e carente do país.

Herói motorizado em uma terra de distâncias e multidões descalças.

Stock car ao invés de pau de arara.

Valdeno não muda a realidade com a sua conquista.

Mas traz uma centelha de velocidade a quem vive na mesmice do sertão.

O sorriso da surpresa. A frigideira com macaxeira e charque na batucada brasileira.

O a, e, i, o, u, ipsilone...



25 de jul. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA

O Cinema do Parque anunciava Sangue e Areia com Rodolfo Valentino.

Nada mais apropriado, diria o futuro.

Era o dia 26 de julho de 1930. O Brasil ainda vivia no passado.

Recife iria testemunhar o evento que anunciou o século XX por terras de Pindorama:

O assassinato de João Pessoa.

O outubro de 1930.

Quatro balas que, para os jornais locais, foram fruto do ódio oriundo de Washington Luís.

Ou quatro balas que tiveram origem na política e no amor de João Dantas?

João Pessoa. Único governador nordestino a se insurgir contra o Poder Central no primeiro de março que elegeu Julio Prestes.

O dia do NEGO da bandeira paraibana.

17:30h. Confeitaria Vitória na Rua Nova.

Sentam-se João Pessoa, Agamenom Magalhães, ex-deputado federal e professor do Ginásio Pernambucano, Caio de Lima Cavalcanti do Diário da Manhã e o comerciante Alfredo Dias.

Chá com torradas.

Pela porta da Rua Santo Amaro entra um homem. E dispara à queima-roupa contra o Presidente da Parahyba, enquanto fala:

"Sou João Dantas!"

Agamenom agarra o braço de Dantas, mas não consegue impedir os outros três tiros.

Dantas é alvejado por uma bala pelo Sr. Antônio Fontes. Cai.

João Pessoa é levado para a Drogaria Brasil onde lhe são aplicadas injeções de adrenalina pelos médicos Caldas Bivar e Bruno Maia.

Inutilmente.

Nos dias que se seguem, João Pessoa torna-se símbolo e mártir. Nome de cidade.

João Dantas é assassinado na Casa de Detenção. Lesão artesanal.

O episódio muda o Brasil. Brasil já abalado pelo Crack da Bolsa de Nova York.

Muda também a vida de um menino de três anos que perde seu pai nas brumas da revolução.

E é levado pela mãe para se refugiar em Taperoá.

Um menino chamado Ariano Vilar Suassuna.