21 de jan. de 2009





Puskas e Di Stefano


Por ROBERTO VIEIRA





Nunca houve no futebol uma dupla como aquela.

Ambos vestidos de branco.

Ambos fenomenais.

Ambos artilheiros.

Uma dupla ainda melhor que Pelé e Coutinho.

Pois nunca houve uma dupla como Di Stéfano e Ferenc Puskas.

Obra e arte do presidente do Real Madrid, Santiago Bernabeu.

Nunca, até hoje.

Cinquenta anos depois, a história ameaça se repetir.

Sem Millionarios e revoluções de 1956.

O Real Madrid não consegue ser um time comum.

Um simples time que vence Copas Européias e Mundiais.

As camisas brancas exigem craques.

Novos Kopas, Zidanes e Ronaldos.

Os jornais espanhóis afirmam que Cristiano Ronaldo sonha em castelhano.

Os jornais italianos insistem:

Kaká diz não ao Manchester City, guardando o sim para o Super Real.

Madrid sonha com a nova dupla imortal: Cristiano & Kaká.

O Barcelona reage calado.

Já viu esse filme outra vez. Impotente.

Contra Di Stéfano e Puskas, não adiantavam os Evaristos e Kocsis.

Nem os Messis deste século...


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