6 de jan. de 2009



[IMAGEM]

De Sordi, Oreco e Dino Sani antes do embarque

Restaurante Zillertal.

Janeiro de 1958.

Paulo Machado de Carvalho traça os planos para a Copa da Suécia.

Na mesa, os jornalistas Álvaro Paes Leme.

Paulo Planet Buarque e Flávio Iazetti.

E o técnico Vicente Feola.

Do Restaurante Zillertal, localizado no mesmo prédio da Federação Paulista de Futebol, sai um relatório:

Relatório que organizava a seleção.

Porém, um relatório que ia além das 4 linhas do gramado.

Para os cavalheiros, o brasileiro fora de casa era um zé ninguém.

Tremia nas bases.

Tinha medo da própria sombra.

E, entre os brasileiros, o negro é quem tremia mais.

A seleção brasileira só deveria escalar um negro em caso de pura genialidade.

Ou seja, negro na seleção só Didi!

Quis o destino, a seleção encontrasse a redenção pelos pés negros de Pelé.

Na hora de parar o Skoglund, sacaram o De Sordi.

E ainda inventaram que o de Sordi tremeu.

De Sordi* que não abria pra ninguém.

Porém, jogava menos que o genial e retinto Djalma Santos.

Djalma que jogou apenas 90 minutos da Copa.

O bastante para ser eleito o melhor lateral na face da Terra.

Na direita?

O mestiço Garrincha.

O relatório?

Ninguém mais tocou no assunto.

Tomou Doril...

* Com a colaboração do grande Domingos D'Angelo!


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