[IMAGEM]
De Sordi, Oreco e Dino Sani antes do embarque
Restaurante Zillertal.
Janeiro de 1958.
Paulo Machado de Carvalho traça os planos para a Copa da Suécia.
Na mesa, os jornalistas Álvaro Paes Leme.
Paulo Planet Buarque e Flávio Iazetti.
E o técnico Vicente Feola.
Do Restaurante Zillertal, localizado no mesmo prédio da Federação Paulista de Futebol, sai um relatório:
Relatório que organizava a seleção.
Porém, um relatório que ia além das 4 linhas do gramado.
Para os cavalheiros, o brasileiro fora de casa era um zé ninguém.
Tremia nas bases.
Tinha medo da própria sombra.
E, entre os brasileiros, o negro é quem tremia mais.
A seleção brasileira só deveria escalar um negro em caso de pura genialidade.
Ou seja, negro na seleção só Didi!
Quis o destino, a seleção encontrasse a redenção pelos pés negros de Pelé.
Na hora de parar o Skoglund, sacaram o De Sordi.
E ainda inventaram que o de Sordi tremeu.
De Sordi* que não abria pra ninguém.
Porém, jogava menos que o genial e retinto Djalma Santos.
Djalma que jogou apenas 90 minutos da Copa.
O bastante para ser eleito o melhor lateral na face da Terra.
Na direita?
O mestiço Garrincha.
O relatório?
Ninguém mais tocou no assunto.
Tomou Doril...
* Com a colaboração do grande Domingos D'Angelo!
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