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18 de ago. de 2013





A França seria a campeã mundial de 1958.

Tinha Piantoni e Jonquet.

Tinha Raymond Kopa.

E tinha um infernal artilheiro nascido no norte europeu.

O jovem Just Fontaine.

Um artilheiro pra lá de Marrakech.

Porém... o futebol e a vida são estranhos.

Vavá quebrou Jonquet.

Pelé e Garrincha eram brasileiros.

O Brasil cruzou no caminho da França.

O resto?

História.

Observar Fontaine e Kopa.

Lado a lado com Jean de Gribaldy - eterno descobridor de talentos do ciclismo.

Batendo papo em um estádio pobre de marré.

Faz a gente pensar que o talento é coisa do passado.

Fontaine, Kopa e Gribaldy nos tempos atuais?

Nem pensar...

10 de abr. de 2013






Artilheiro da seleção em 58.

Leão da Copa.

Vavá distribuía autógrafos e suspiros femininos depois da Suécia.

Olhando de perto.

Até que ele parece com o ídolo de Mestre Lucídio.

O tal de Humphrey Bogart...





Maior artilheiro do Flamengo.

Antes da Era Zico.

Zico que é fã de carteirinha dele até hoje.

O alagoano Dida foi barrado na Copa de 58 por... Pelé.

Dida que nunca aceitou bem a atitude de Feola.

Mas a culpa é de Papai do Céu.

Nascer na mesma época do Rei é fogo...

25 de mar. de 2013






Por ROBERTO VIEIRA 


15 de junho de 1958.

O primeiro encontro de brasileiros e daqueles vermelhos.

Vermelhos com o CCCP na camisa.

O Brasil era terra de cobras e macacos.

A União Soviética era terra dos caras que comiam criancinhas.

Terra do Sputnik.

Lançado em outubro de 1957.

O satélite artificial deixou os americanos de joelhos.

Entrementes.

Mané era um palhaço do Circo Botafogo.

Um fazedor de piruetas.

Boris Dimitryievich Kuznetsov sabia das piruetas.

Mas Kuznetsov era um atleta olímpico.

Mané não seria problema.

Zagalo deu um chutão pra direita.

Mané correu.

Alcançou a bola antes dela sair.

E num espaço de cinco centímetros deixou Boris na saudade.

O Sputnik não tinha resposta para Mané.

Voinov e Tsarev vieram ajudar.

O duelo virou baile.

Um baile como daqueles em Pau Grande.

A torcida carioca ouvia o jogo no rádio.

Mané?

Aquele de pernas tortas?

Vavá marca duas vezes.

Vavá que tabelou com o menino Pelé.

De cabeça.

Do meio campo até a grande área de Yashin.

Assim como quem não quer nada.

O Brasil inteiro se espantou.

Pelé já era um espanto.

Vavá, um Leão.

Mas Mané valia mil sputniks.

Escrevi que o Brasil inteiro se espantou.

O Brasil inteiro, não!

Havia um brasileiro que não dava um tostão furado pelos russos.

Um tal de Nelson Rodrigues...




18 de nov. de 2012








No dia 12 de janeiro de 1958, o América cumpriu seu último compromisso futebolístico. No dia seguinte, 13 de janeiro, o América se transformava em clube 'puramente social' segundo os jornais da época. Sob a batuta do ex-atleta e dirigente Sigismundo Cabral de Melo, a velha agremiação desistia de competir em um cenário de valorização asfixiante dos valores que envolviam o futebol pernambucano.

Mas a decisão do presidente não foi unânime – longe disso. Memorial assinado por inúmeros associados alegava que o América era uma das tradições do desporto pernambucano; não havia sentido em paralisar as atividades do departamento de futebol, enquanto tantos outros clubes continuavam atuando com menos recursos financeiros a disposição.

Nesse clima, o técnico Palmeira preparou seus pupilos para jogar o último Clássico da Técnica e da Disciplina. Na rodada anterior, o América roubara um ponto do Santa Cruz, desbancando o tricolor da liderança do certame. O apronto final resultou em goleada de 6x0 dos titulares sobre os reservas no gramado da Ilha do Retiro. O artilheiro Paulo balançando as redes quatro vezes.

O ano de 1959 teve Nélson Gonçalves. Pleno feriado prolongado do sete de setembro e os sócios do América bailando com a volta do boêmio. Futebol só nos jornais.

Em 1960, José Moreira assume a presidência do América e diz: “Ainda não!” A foto do jornal com o goleiro Jagunço, o ponta Jorge de Castro e o meio-campista Gustavo Carvalho era apenas para aguçar a saudade da torcida americana, lentamente bandeando-se para o vazio nas tardes de domingo. Os vice-campeonatos em 1950 e 52 doeram na alma. Derrotas sob circunstancias misteriosas, arbitragens suspeitas, a sensação que, no final, todos os esforços eram em vão.

O exílio do América do certame estadual foi decidido em 1959, mas desde o campeonato de 1955 havia fumaça no ar. O América cansou das arbitragens de Willer Costa e das hostilidades de Anísio Morgado, diretor do quadro de árbitros da FPF. A diretoria emitiu nota na imprensa comunicando sua retirada do torneio. Em resposta, o Supremo Tribunal Desportivo da FPF suspendeu o América por cento e vinte dias. A batalha foi rápida. O América não compareceu aos jogos e foi abandonado pelos demais clubes. Vendo-se sem saída, atende aos apelos da Associação dos Cronistas de Pernambuco, retirando o protesto em troca de uma multa no valor de Cr$ 1.200,00.

Estava claro aos amantes do futebol que a questão do afastamento do clube era simples oportunidade. Em 1956, o América encerra o primeiro turno do estadual em quarto lugar, com o mesmo número de pontos do Náutico e apenas um ponto atrás dos líderes Sport e Santa Cruz. No segundo turno, a derrota na rodada inicial diante do Ferroviário descarrilha a equipe, que de derrota em derrota, fecha o ano na lanterninha.

Em 1957 e 1958, campanhas irregulares com duas derrotas para o Ferrim, deixam o clube em quarto lugar, fato que vai se tornando tradição. O América deixava de ser protagonista e passava a ser pálida imagem do passado.

Portanto, a desistência de disputar o campeonato de 1959 na gestão Fernando Tasso de Souza, sob pretexto de arrumar a casa, não causou tanta estranheza ao público e à crônica esportiva.

Quando voltou ao estadual em 1963, na administração de José Lamartine Távora, o América despertou curiosidade em quem amava o futebol. Mas a goleada por 4 a 0 na estreia diante do Santa Cruz transformou a curiosidade em tristeza. Claro que houve lampejos de bom futebol – o 3 a 0 em cima do Sport – mas o futebol pernambucano já não era o mesmo. O Náutico, abandonando preconceitos, abrira suas portas ao século XX e surgia com um quadro imbatível, arrebanhando grande parte dos antigos aficcionados americanos.

 


19 de set. de 2012





Preparação para a Copa de 58.

O adversário era o forte Paraguai.

Paraguai que eliminara o... Uruguai.

O Brasil nem quis saber.

Meteu 5x1 no Maracanã.

Mas, e existe sempre um mas.

Jogaram Joel, De Sordi, Dida e Dino Sani.

Todos craques.

Porém, todos craques deste mundo.

Fora estavam Garrincha, Zito, Djalma Santos e Pelé.

O Brasil era forte.

Só que sem Pelé e Garrincha não passaria pela URSS na Copa.

O destino mostrou isso na Suécia.

Quanto ao cargo de capitão?

Estávamos bem servidos.

Basta olhar o olhar de tristeza do capitão paraguaio ao se deparar.

Com o hollywoodiano Bellini...




18 de set. de 2012






15 de janeiro de 1958.

Palácio de Alumínio.

109 conselheiros reunidos.

Manoel Martins Oliveira é contra.

Jayme Santos é a favor.

Dúvida.

No dia 5 de outubro de 1954.

A Ilha fora batizada como Estádio Sport Club do Recife.

Mas agora havia um benemérito.

A imprensa e a torcida exigiam mudança.

E por 61x48.

O estádio rubro negro passou a se chamar.

Adelmar Costa Carvalho.

Até que Dubeux o ponha abaixo...


11 de jan. de 2009




Fui remexer nos arquivos.

A foto devia estar em algum lugar.

Eu que não tenho a organização de Celso e Lucídio.

Quanto mais a cibernética de Adethson.

Ou a sabedoria de Lenivaldo.

O povo em festa sai as ruas.

Será esta a foto?

Pronto!

Achei!

Garanhuns comemora a vitória coral.

Mas não foi hoje.

A foto é de 1958.

No dia da conquista do supercampeonato tricolor.

A multidão se concentra na frente do Lanche Rex.

O proprietário era o Sr. Aloísio Cabral.

Aloísio que mandou colocar no cardápio um novo prato:

Filé de leão com chopp!

Bons tempos do Lanche Rex.

Bons tempos em que o bom humor era bem vindo.

Sem violência.

Tempos em que sorrir não tinha contra-indicação...


[IMAGEM]

6 de jan. de 2009



[IMAGEM]

De Sordi, Oreco e Dino Sani antes do embarque

Restaurante Zillertal.

Janeiro de 1958.

Paulo Machado de Carvalho traça os planos para a Copa da Suécia.

Na mesa, os jornalistas Álvaro Paes Leme.

Paulo Planet Buarque e Flávio Iazetti.

E o técnico Vicente Feola.

Do Restaurante Zillertal, localizado no mesmo prédio da Federação Paulista de Futebol, sai um relatório:

Relatório que organizava a seleção.

Porém, um relatório que ia além das 4 linhas do gramado.

Para os cavalheiros, o brasileiro fora de casa era um zé ninguém.

Tremia nas bases.

Tinha medo da própria sombra.

E, entre os brasileiros, o negro é quem tremia mais.

A seleção brasileira só deveria escalar um negro em caso de pura genialidade.

Ou seja, negro na seleção só Didi!

Quis o destino, a seleção encontrasse a redenção pelos pés negros de Pelé.

Na hora de parar o Skoglund, sacaram o De Sordi.

E ainda inventaram que o de Sordi tremeu.

De Sordi* que não abria pra ninguém.

Porém, jogava menos que o genial e retinto Djalma Santos.

Djalma que jogou apenas 90 minutos da Copa.

O bastante para ser eleito o melhor lateral na face da Terra.

Na direita?

O mestiço Garrincha.

O relatório?

Ninguém mais tocou no assunto.

Tomou Doril...

* Com a colaboração do grande Domingos D'Angelo!