24 de out. de 2008




Por ROBERTO VIEIRA


Ontem foi uma noite de vôlei no futebol.

Quem era pra vencer, venceu.

Nada mais enfadonho e frustrante. Pro torcedor e pro narrador.

Porque se a vida fosse plana e previsível, adeus crônicas.

Mesmo assim, a vitória do Grêmio foi a vitória dos 60 segundos.

O resto foi aquele jogo de sempre.

Um time pernambucano atacando. O Grêmio sendo o Grêmio.

O único time pernambucano que gostava de ganhar do Grêmio era o Santa Cruz.

O São Paulo deu sono, virou o jogo e segue.

Tédio.

O Flamengo teve gols de Obina. Ganhou do Coritiba.

Coritiba que, como o Goiás, não quer mais nada na vida.

Em dia de vôlei, escreve-se o óbvio.

Era aniversário do Rei.

Teve gente que esqueceu. Gente que lembrou tarde demais.

E gente que ficou falando mal do Rei como pai e marido.

Como se pai e marido fizesse gol.

Aos que esquecem do jogador Pelé, um lembrete.

Como dizia mestre Caetano, de perto ninguém é normal.

Todos temos nossos defeitos.

Mas no Brasil, jogam-se pedras nos ídolos a torto e a direito.

Ídolos que em outros países seriam cultuados.

Ídolos que viveram entre a fama e a caixa de engraxate.

Mas até o esquecimento de Pelé já era previsível.

Em um dia onde o futebol era vôlei...


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