Por ROBERTO VIEIRA
Ontem foi uma noite de vôlei no futebol.
Quem era pra vencer, venceu.
Nada mais enfadonho e frustrante. Pro torcedor e pro narrador.
Porque se a vida fosse plana e previsível, adeus crônicas.
Mesmo assim, a vitória do Grêmio foi a vitória dos 60 segundos.
O resto foi aquele jogo de sempre.
Um time pernambucano atacando. O Grêmio sendo o Grêmio.
O único time pernambucano que gostava de ganhar do Grêmio era o Santa Cruz.
O São Paulo deu sono, virou o jogo e segue.
Tédio.
O Flamengo teve gols de Obina. Ganhou do Coritiba.
Coritiba que, como o Goiás, não quer mais nada na vida.
Em dia de vôlei, escreve-se o óbvio.
Era aniversário do Rei.
Teve gente que esqueceu. Gente que lembrou tarde demais.
E gente que ficou falando mal do Rei como pai e marido.
Como se pai e marido fizesse gol.
Aos que esquecem do jogador Pelé, um lembrete.
Como dizia mestre Caetano, de perto ninguém é normal.
Todos temos nossos defeitos.
Mas no Brasil, jogam-se pedras nos ídolos a torto e a direito.
Ídolos que em outros países seriam cultuados.
Ídolos que viveram entre a fama e a caixa de engraxate.
Mas até o esquecimento de Pelé já era previsível.
Em um dia onde o futebol era vôlei...
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