POR LUCÍDIO OLIVEIRA
Esse Náutico x Portuguesa de 1946, lembrado por você, o primeiro confronto entre os dois adversários de logo mais, acompanhei de perto, isso é pelos jornais e "peruando" o rádio do "velho" entre um noticiário político e outro. Afinal era janeiro, estava de férias, tinha acabado de fazer 14 anos e seria naquele ano concluinte do ginasial!
O Náutico mostrou por que era o campeão da cidade, título gloriosamente conquistado em dezembro contra o América. A Lusa era a semente da grande Portuguesa de Djalma Santos, Brandãozinho e Pinga da década seguinte. Jogava um bolão esse time da Portuguesa que esteve no Recife no início de 46. Mas o Náutico honrou sua condição de campeão e me deixou, menino sonhador, empolgado naquele início de temporada.
Mas tem uma coisa, comum naqueles idos.
No time alvirrubro, três jogadores emprestados, "enxertados" como se dizia. O centromédio Telesca, do Sport, uruguaio de nascimento, um pouco mais à frente, naquele mesmo 1946, campeão carioca pelo Fluminense (da histórica linha média PTB: Paschoal, Telesca e Bigode). O meia Baby, também do Sport. E o comandante de ataque Djalma, do América, que seria o artilheiro do campeonato naquele ano com a camisa do América.
Fiquei na maior torcida que Djalma ficasse no Náutico. Não ficou. Mas um dia seria alvirrubro. E campeão!
Em 1951 (FOTO), ao lado de Carmelo Fernandinho, Hélio Mota e Zeca, estava ele nos Aflitos comandando o ataque timbu. Na negra da melhor de três nos Aflitos contra o Sport, 17 de fevereiro de 1952. Náutico 1x0, gol de Fernandinho. O Náutico bicampeão.
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