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Por ROBERTO VIEIRA
Nem tudo é paz na história de Náutico e Portuguesa.
Em 1968, o pau comeu solto na Ilha do Retiro.
Ilha que assistiu uma arbitragem calamitosa do paulista José Clemente.
Aliás, idéia 'bizarra' colocar um paulista pra apitar a partida.
O Náutico de Duque atuou com João Adolfo; Gena, Limeira, Fernando e Lourival; Jardel (Milton), Zé Carlos e Ladeira; Coutinho, Cardoso e Ede.
Nem sombra do time hexacampeão.
A Portuguesa do técnico Lula, ex-Santos, formou com Orlando; Zé Maria, Guaracy, Marinho e Augusto; Ulisses, Paes e Lorico; Leivinha, Ivair e Lorico.
O gol do Náutico surgiu após tabela de todo o ataque.
O ponta Coutinho partiu em diagonal servindo a Ladeira. O antigo craque do Bangu domina e toca para Cardoso que deixa para Milton.
Milton é cargueado. Pênalti marcado. Pênalti convertido por Ede.
Náutico 1 x 0.
Daí em diante o que se viu foi uma guerra.
Os jogadores da Portuguesa cercaram o árbitro José Clemente que não viu um pênalti em Rodrigues.
Jogo paralisado.
Palavrões, empurra-empurra, Ivair é expulso.
Mas jogo que é bom, nenhum.
A pancadaria rola solta no gramado.
Até que num chute despretencioso aos 42' do segundo tempo, gol.
Da Portuguesa.
Rodrigues deu um chute como quem não quer nada.
A bola desvia em um morrinho e vence João Adolfo.
Morrinho rubro negro, com certeza.
Pra quem imagina que tomar gol no final é sina recente.
Náutico 1 x 1 Portuguesa.
Em um jogo pobre tecnicamente, brilharam os defensores.
Ivan Limeira, readquirindo a velha forma.
E Lourival, o lateral esquerdo, eleito o melhor da partida.
Antes de terminar, um recado para os mais jovens.
Esse Lourival não tem nada a ver com o volante Lourival dos anos 80.
Nada mesmo...
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