23 de out. de 2008



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Por ROBERTO VIEIRA

Nem tudo é paz na história de Náutico e Portuguesa.

Em 1968, o pau comeu solto na Ilha do Retiro.

Ilha que assistiu uma arbitragem calamitosa do paulista José Clemente.

Aliás, idéia 'bizarra' colocar um paulista pra apitar a partida.

O Náutico de Duque atuou com João Adolfo; Gena, Limeira, Fernando e Lourival; Jardel (Milton), Zé Carlos e Ladeira; Coutinho, Cardoso e Ede.

Nem sombra do time hexacampeão.

A Portuguesa do técnico Lula, ex-Santos, formou com Orlando; Zé Maria, Guaracy, Marinho e Augusto; Ulisses, Paes e Lorico; Leivinha, Ivair e Lorico.

O gol do Náutico surgiu após tabela de todo o ataque.

O ponta Coutinho partiu em diagonal servindo a Ladeira. O antigo craque do Bangu domina e toca para Cardoso que deixa para Milton.

Milton é cargueado. Pênalti marcado. Pênalti convertido por Ede.

Náutico 1 x 0.

Daí em diante o que se viu foi uma guerra.

Os jogadores da Portuguesa cercaram o árbitro José Clemente que não viu um pênalti em Rodrigues.

Jogo paralisado.

Palavrões, empurra-empurra, Ivair é expulso.

Mas jogo que é bom, nenhum.

A pancadaria rola solta no gramado.

Até que num chute despretencioso aos 42' do segundo tempo, gol.

Da Portuguesa.

Rodrigues deu um chute como quem não quer nada.

A bola desvia em um morrinho e vence João Adolfo.

Morrinho rubro negro, com certeza.

Pra quem imagina que tomar gol no final é sina recente.

Náutico 1 x 1 Portuguesa.

Em um jogo pobre tecnicamente, brilharam os defensores.

Ivan Limeira, readquirindo a velha forma.

E Lourival, o lateral esquerdo, eleito o melhor da partida.

Antes de terminar, um recado para os mais jovens.

Esse Lourival não tem nada a ver com o volante Lourival dos anos 80.

Nada mesmo...



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