17 de out. de 2008




Roberto,

Vi e tenho acompanhado toda a discussão.

Quanto ao tema, o considero, paradoxalmente, tão simples, quanto complexo.

Simples, porque pelo regulamento da competição, chancelada pela CBF, o cruzamento dos módulos se fazia obrigatório.

Complexo, porque tudo o mais que envolve o esporte, das questões esportivas aos aspetos morais, sustenta a legitimidade do campeonato vencido pelo Flamengo.

E neste particular abro um parêntese para depor na condição de repórter que cobriu a criação do Clube dos 13 pelo jornal "O Dia", em 1987.

Equivoca-se, quem hoje defende a tese de que o cruzamento foi empurrado pela dupla Nabi e Octávio após o início da competição.

Não foi isso.

A CBF tentou aceitar o movimento de rebeldia instituindo os tais módulos (verde e amarelo) e achou que assim atenderia aos interesses de todos os clubes mais bem ranqueados na bilheteria, os outros abaixo no ranking, as federações e a ela própria.

No entanto, clubes como Guarani (vice-campeão em 86, e América-RJ, terceiro colocado) só para citar os dois, tecnicamente mais prejudicados com a divisão, ameaçaram com uma enxurrada de liminares na Justiça Comum visando à paralisação da Copa União.

Acuada, a dupla Nabi e Octávio se viu obrigada, antes mesmo de a bola rolar, a instituir o cruzamento entre os quatro melhores dos dois módulos.

A exigência gerou protesto nos presidentes dos clubes membros do Clube dos 13 que, com todos os contratos já assinados com o patrocinador e a TV Globo, se reuniu em caráter extraordinário na sede do Flamengo, na Gávea.

CONTINUA...



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