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2 de set. de 2013




Deixa eu entender.

O São Paulo solicita licença.

Viaja e ganha seus euros.

Volta e espreme o calendário dos outros.

E a CBF é culpada?

Realmente, culpada sim.

De permitir a viagem do São Paulo...

10 de abr. de 2013




Creio.

Que a FPF entrou numa barca furada.

José Maria Marín não se sustenta...






21 de mar. de 2013




A seleção do tetra não é das minhas favoritas.      

A chegada dela ao Brasil?

Guarda a beleza do desembarque em Recife.

E a escuridão do encontro com a alfândega...

Assim narra a BBC.

O resumo dos fatos.

'Em julho de 1994, quando o Brasil ganhou a Copa nos Estados Unidos, jogadores, comissão técnica e convidados da CBF desembarcaram no Rio de Janeiro com 17 toneladas de material, em um voo com cem passageiros.
Teixeira foi acusado de pressionar o auditor fiscal da Receita Federal do aeroporto internacional do Rio para liberar o material trazido sem inspeção, caso contrário a Seleção não desfilaria em carro aberto.
Quinze anos depois, em julho de 2009, a juíza Lilea Pires de Medeiros, da 22ª Vara Federal, determinou a suspensão dos diretos políticos de Teixeira pelo episódio que ficou conhecido no Brasil como "voo da muamba". Condenado por improbidade administrativa, ele foi proibido de realizar contratos com o poder público.
Em junho de 2011, os advogados de Teixeira derrubaram a condenação no Tribunal Regional Federal da 2ª Região.'

16 de mar. de 2013







Uma ninharia.

Pouco menos de três milhões de reais...

Em 2010.

Porque em 2012.

A verdade revelou que foram quarenta e cinco milhões de reais.          


FOLHA DE S. PAULO, 30/11/2010


'A BBC veiculou uma reportagem afirmando que três dirigentes da Fifa, entre eles o brasileiro Ricardo Teixeira, receberam propina da empresa ISL na década de 90. As ligações entre Ricardo Teixeira e a empresa Sanud, suposta via de propina da ISL, foram detectadas pela CPI do Futebol em 2001. A comissão apurou que a Sanud repassou R$ 2,9 milhões para a RLJ Participações, empresa que englobava todos os negócios de Teixeira, entre 1995 e 1999.

O relatório da CPI supõe que mais pagamentos teriam sido feitos entre 1993 e 1995. O que não pôde ser comprovado porque a investigação não teve acesso ao sigilo bancário da RLJ antes de 1995. Oficialmente, a Sanud era dona de 50% da RLJ. Os outros sócios da RLJ seriam o próprio cartola (25,01%) e sua ex-mulher, Lúcia Havelange Teixeira (24,99%), filha de João Havelange, ex-presidente da Fifa.

O dinheiro deveria ser utilizado para integralizar as cotas societárias da RLJ. Integralização é o ato pelo qual cada sócio cumpre sua obrigação para a formação do capital de uma empresa. Mas a sociedade entre Sanud e RLJ nunca chegou a se concretizar. O dinheiro entrou no Brasil com um objetivo e foi usado para outro.

"Em lugar da integralização, esses recursos foram desviados da finalidade a que se destinavam, sendo carreados à RLJ na forma de empréstimos, em que a Sanud figura como emprestador", aponta a página 413 do relatório da CPI. "Em última instância, Teixeira se beneficia de recursos da Sanud, oriundos de paraíso fiscal e de propriedade desconhecida", diz outro trecho do documento.

Apesar de aparecer como "empréstimo" nos balancetes da RLJ, o dinheiro nunca foi devolvido à Sanud, que fechou as portas em janeiro de 1999 sem nunca cobrar a dívida ou os juros. Na CPI da CBF/Nike, da Câmara dos Deputados, a Sanud apareceu como proprietária de uma casa onde Ricardo Teixeira morava, no Rio.

O relatório final da comissão recomenda ao Ministério Público Federal que investigue as negociações entre Teixeira e Sanud. "As ações na Justiça Federal do Rio foram trancadas, sem prejuízo quanto ao tempo de prescrição", disse o senador Álvaro Dias, presidente da CPI do Futebol.'









FOTO ORIGINAL 'O ESPORTE'


Não chegou a ser craque.

O São Paulo, grande equipe da década de 40.

Estava em seu ocaso.

Mesmo assim.

Lá estava José Maria Marin.

Atual presidente da CBF.

Naqueles tempos.

Aspirante.

E ocasionalmente na equipe principal.

Vinte e um jogos.

Cinco gols.

O maior dos jogos?

Este da foto no dia 27 de baril de 1950.

Alguns titulares na seleção.

O tricolor paulistano forma um ataque com...

Marin, Ponce de Léon, Augusto, Remo e Teixeirinha.

Teixeirinha ainda vivo.

O qual tive o prazer de conhecer em Santa Catarina,

apresentado pelo Valdir Appel.

Augusto fez três gols.

Com Ponce completando o placar de 4 x 3 no Parque Antártica.

O que?

Por que Marin depois derivou pra subtrair medalhas?

Sei lá, Mestre!

Pergunta ao Romário...




10 de mar. de 2013




Por EDGAR MATTOS, MDM           





EUFEMISMO HIPÓCRITA
No lamentável episódio narrado, com a maior tranquilidade, pelo “excelso” Luciano Bivar, chamando suborno de lobby, lembramos Rochefoucault : “A hipocrisia é a homenagem que o vicio presta à virtude”...


DENÚNCIA OU CONFISSÃO ?

Alguns jornalistas locais, por ignorância ou conivência, intitularam de “denúncia” a bombástica declaração do presidente do Sport.  Na verdade, embora muito tardia, tratou-se de uma confissão pois em todo ato de corrupção o corruptor também é protagonista...


ESCONDIDO COM O RABO DE FORA
O cara diz haver comprado uma convocação para a seleção brasileira e o treinador, responsável por essa convocação, não se acha acusado de qualquer irregularidade, simplesmente por não ter havido nenhuma referência direta a seu nome. Quer dizer: o treinador que se submeteu ao “lobby” tem juba de leão, rugido de leão, rabo ( preso ) de leão, empáfia de leão, então, por acaso, teria sido o Leão ?



A ÉTICA AINDA EXISTE !
Luciano não se lembra do nome do “lobista” que teria intermediado a convocação de Leomar para a Seleção Brasileira. Mas acrescenta que, mesmo que se lembrasse da identidade desse importante personagem, não a revelaria por “uma questão de Ética”. E a gente que achava não haver neste nosso país gente preocupada com a Ética ...


HISTÓRIA DA IMPUNIDADE
Açulados por essa recente confissão de Luciano Bivar, muitos historiadores, sadicamente interessados em conhecer em detalhes as patifarias do nosso futebol, anseiam pelos livros de memórias do presidente do Sport, do Sr. Eurico Miranda e, sobretudo, dos ex-presidentes da CBF, João Havelange e Ricardo Teixeira. Já para as autoridades policiais e judiciais tais revelações seriam, certamente, motivo de enorme frustração.  Por  tratarem todas elas de delitos já prescritos.

9 de mar. de 2013






O AS espanhol trouxe a história de Leomar em seu conteúdo.

Pernambuco falando pro mundo.

Porém.

Tremenda injustiça com o time da Rádio Transamérica.

Tascou que o furo tinha sido do GLOBO.

Coisa de quem acha que a gente fala tupi-guarani.

Que a capital do Brasil é La Paz ou Rio de Janeiro.

E que temos apenas um veículo de comunicação.

Como no tempo dos tambores na selva.

Selva de Tarzan.

Diga-se de passagem...







Por ROBERTO VIEIRA                


Não temos escolas, nem hospitais.

Não temos estradas.

Não temos cidadania.

Pelos campos há ignorância em grandes plantações.

E alguém pergunta.

Temos jeito?

Podemos fazer diferente?

Ora, bolas!

As ruas existem para o protesto.

As esquinas existem para a mudança de direção.

Quem os brasileiros desejam que chegue pra mudar as coisas?

Um santo salvador.

Um beato redentor?

Homicídios às pencas.

Assaltos a mão armada e desarmada.

Florestas derrubadas.

Rios poluídos.

Políticos heterodoxos no Poder.

PIB de formiga.

Você não acredita?

Você já desistiu?

Você comprou a passagem para os States, para a Europa?

Pode ser.

Tom Jobim dizia que o aeroporto é a única saída para o Brasil.

Mas um país que produz Tom Jobim.

Não pode ser assim tão ruim...






Marketing negativo é isso aí.

Os motivos para tal revelação?

Sabe-se lá...

Vaidade?

Bobeira?

Certeza da impunidade?

Tudo isso junto.

Se a intenção era desviar a atenção da crise?

Se a intenção era chamar a atenção?

 Aí estão as cartas na mesa.

Até quarta-feira chegar.

E todo mundo esquecer o caso...


Folha de S. Paulo


8 de mar. de 2013










Por ROBERTO VIEIRA



Seja CBD ou CBF.

A história continua a mesma na convocação.

Incompetência ou corrupção?

Subserviência ou audição?

Eis o quadrado mágico da seleção.

O primeiro foi Niginho.

Craque do Palestra, da Lazio e da família Fantoni.

Niginho que foi convocado pra Copa de 38.

Niginho na reserva de Leônidas.

Niginho que não podia jogar, pois fugira da Itália.

E a Itália suspendeu o atacante na FIFA.

Conclusão?

Brasil x Itália.

Leônidas machucado.

Niginho de chupeta na boca.

Azzurra na final.

Tempo que passa.

Um dia convocaram o Ditão.

Mas convocaram o Ditão errado.

Perguntando o nome completo do rapaz aos repórteres.

Repórteres que trocaram alhos com bugalhos.

Geraldo por Gilberto.

Baita organização.

Dario.

O segundo maior artilheiro do Brasil.

Barrado por Saldanha na seleção.

Dario que chegou à Canarinha ancorado em seus gols.

E no sorriso do Planalto.

Agora temos o Leomar.

Rapaz de boa índole, honesto e batalhador.

Emaranhado nas malhas por baixo do pano.

Cantado em prosa e verso pelo coronelismo arcaico e vaidoso.

Como momento de glória do desporto nacional.

E vamos parar em Leomar.

Senão o quadrado mágico vira icosaedro.

Ou coisa pior...


8 de fev. de 2013







Por ROBERTO VIEIRA



O Brasil cogitou contratar Pep Guardiola.

Guardiola que representa o futuro.

O Brasil ficou com Felipão.

Felipão que representa o passado.

Diante da liberdade da arte.

A simplicidade do homem de fronteira.

Mas não vale a pena se lamentar.

Pep nunca daria certo na atual seleção brasileira.

E Felipão pode até funcionar.

Pep não teria ninguém para dialogar.

O futebol brasileiro atual está repleto de homens das cavernas.

Neandertais remunerados.

Nada contra o quadriceps no futebol.

Mas não se pode imaginar cubismos e impressionismos.

Dos pés de quem machuca a bola por um punhado de dólares.

O Brasil de Marins, Renans e Burniers.

Já não possui sequer o contraponto de Gérson, Da Guia e Tostão.

Nos anos de chumbo havia um sonho.

Contraditório e silencioso, porém sonho.

A bola corria de pé em pé apesar de tocada por coturnos.

Hoje.

Guardiola iria procurar em vão por Xavis e Iniestas.

E até mesmo um Lampard seria rara fantasia.

O Brasil é centésimo no ranking da FIFA.

Saco de pancada de quem joga bola.

Não porque Dunga, Mano e Felipão são Tapirus terrestris.

Injustiça.

Os jogadores do Brasil é que desaprenderam a amar a pelota.

Trata-la como escrava.

Bola hoje é apenas meio de vida.

Instrumento de trabalho remunerado.

Martelo.

E exatamente por isso.

Bom mesmo é o Felipão.

A única chance do Brasil hexacampeão é justamente o Felipão.

Felipão da família Scolari.

Felipão do sangue, suor e lágrimas.

Porque jogando bola?

A gente não passa nem das oitavas...

30 de jan. de 2013





28 de nov. de 2012






Resta saber.

Quem vai apagar a luz?

3 de out. de 2012




Convidamos o Mestre Sérgio Galvão para uma pequena entrevista sobre o caso do Náutico, da CBF e da faixa censurada nas arquibancadas dos Aflitos.

Mestre Sérgio Galvão que é o vice-presidente jurídico do Clube Náutico Capibaribe...



BLOG - Como está o caso da faixa nos Aflitos perante a CBF?

R = Ainda não está. Estamos aguardando a PROCURADORIA DO STJD se manifestar, se formos denunciados iremos nos defender. Na nossa ótica quem deve ser julgado é o árbitro e não o clube.

BLOG - 2. Caso a torcida organize nova faixa no jogo contra o Corinthians qual a posição do jurídico alvirrubro?

R - Se a faixa for nos mesmos moldes, sem agressões ou incitação à violência, não haverá problema algum. Na minha opinião pessoal acho que por enquanto não há necessidade. É uma confrontação desnecessária. A mensagem já foi passada. Mas se for feito da mesma forma que essa última não há nada que o clube possa ou queira fazer.

BLOG = A CBF entrou em contato com o clube sobre o assunto?

R = Não entrou.

Blog - O Náutico interpelou a CBF sobre a atitude de Vuaden?

R – Não interpelou. Não é hora. Ainda.

BLOG - Qual a expectativa do Clube Náutico Capibaribe sobre o processo?

R - A minha expectativa é de que haverá um processo e seremos réus, sob a acusação de termos dado causa ao atraso do jogo. Vamos nos defender. A faixa não é ofensiva nem incita a prática de atos de violência. Acredito que temos chances reais de não sermos condenados se o processo realmente vier a ser proposto.

1 de out. de 2012




Por TÚLIO VELHO BARRETO, MDM        




Não, felizmente, os militares, e seus eternos apoiadores, não derrubaram a presidenta Dilma Rousseff e restauraram a ditadura militar-civil, de triste, mas perene memória, no Brasil. Pelo menos é o que nos mostram os trabalhos já entabulados pela Comissão Nacional da Verdade e as diversas e atuantes Comissões Estaduais pelo país afora.

Mas, como todos sabem, no último sábado, afrontando um protesto pacífico da torcida do Náutico, no Estádio dos Aflitos, alguns saudosistas deram o ar de sua graça. E continuam a mostrar as suas garras. Senão vejamos.

Na ocasião, os torcedores presentes apoiaram a iniciativa de dois deles, que levaram para o Estádio uma faixa com os seguintes dizeres: "Não irão nos derrubar no apito". E os ajudaram a mostrá-la para os demais e para a mídia que ali trabalhava, ou seja, para todo o país.

O pacífico protesto - e, inicialmente, silencioso - da torcida do Náutico foi contra a arbitragem no Brasileirão 2012. E ocorreu antes e durante o jogo contra o Atlético-GO.

Tal fato ocorreu, como disse, por iniciativa de dois torcedores, porque - não só eles, mas muitos outros - consideram que o Náutico tem sido sistematicamente prejudicado com a não marcação de penâltis, como no caso do jogo contra o Fluminense; com a marcação de penâltis inexistentes contra o Clube, como no caso do jogo frente ao Atlético-MG; e contra a anulação incorreta de gols do Náutico, como aqueles anotados por Araújo contra o Internacional e Vasco.

Estes são apenas exemplos - ironicamente ocorreram duas jogadas que valeriam ser analisadas: uma, em que foi marcado penâlti a favor do Náutico e outra, em que o penâlti não foi anotado, quando ambas as jogadas são passíveis de interpretações divergentes.

Mas, a motivação deste texto vai além das quatro linhas do acanhado Estádio do Náutico e da difícil situação financeira de um Clube localizado na periferia da economia nacional.

Então, vamos aos fatos.

No sábado, o árbitro do jogo, Leandro Pedro Vuaden, achou por bem só começar a partida, o que o fez 16 minutos após a hora marcada, quando a referida faixa foi - apenas aparentemente - retirada. Uma bobagem, pois a faixa, logo depois, foi novamente levantada, o que ocorreu inúmeras vezes, a critério dos torcedores, sem que o jogo fosse interrompido.

Considero, e não tenho dúvidas quanto a isso, que este tema merece a atenção dos torcedores de todos os clubes, dos jornalistas, dos esportistas... Enfim, de todas as pessoas interessadas em futebol e no pleno exercício da cidadania. Sim, o tema não diz respeito apenas à esfera esportiva.

Até porque, já sabemos, o caso vai ter desdobramentos.

O procurador do STJD Paulo Schmitt, aquele mesmo que, anos atrás, puniu o Náutico com a perda de mando de campo em função da ação descontrolada do zagueiro André, do Botafogo, e da ação inadequada da Polícia Militar, sem que o Clube tivesse nada a ver com uma e/ou outra, já anunciou que o Náutico poderá vir a ser punido pelo atraso do jogo.

Ora, estava no Estádio e, inicialmente, fiquei com a clara impressão - perdão pela ingenuidade! - que o próprio árbitro poderia ser punido por ter extrapolado suas atribuições e competência, ao tentar disciplinar o comportamento de pacíficos torcedores nas arquibancadas. E porque sua decisão foi o único motivo pelo atraso do início do jogo. Também porque sua decisão poderia ter levado a torcida a se indispor contra ele e os assistentes. E colocar em risco a todos e todas presentes.

E, sobretudo, porque a faixa não personalizava. Mas, apenas, expressava o sentimento de torcedores contra eventos ocorridos em algumas outras partidas.

Felizmente, apesar de tudo, a torcida comportou-se de forma exemplarmente tranquila e ordeira.

Pergunto: o que estão querendo fazer com o futebol?

Os goleadores já não podem comemorar plenamente com os torcedores. Agora, os torcedores não podem mais protestar pacificamente contra o que acham estar errado. Mais uns dias, não se iludam, o árbitro vai suspender uma partida porque alguém o vaiou, o chamou de ladrão ou fez algo parecido com os auxiliares. Ou chamou jogadores ou técnicos de burros, time de frouxos etc.

Para que serve so torcedores, insisto? Para permanecer em silêncio durante uma partida? Para apenas aplaudir as belas jogadas de seu time? Ou mesmo os acertos da arbitragem e do adversário, deixando manifestação em contrário apenas para os iluminados membros do STJD? Quem sabe, restará gritar Bravo! a cada gol de seu ídolo...

Ainda bem que este os referidos árbitro do jogo e procurador do STJD não atuavam durante a ditadura militar, lá no início dos anos 1980, em plena campanha das Diretas Já. Senão, como seriam as partidas do Corinthians em plena Democracia Corinthiana? As partidas só iniciariam depois que todas as faixas exigindo liberdades democráticas, eleições diretas para presidente etc. fossem recolhidas?

E se, mesmo assim, o capitão do Corinthians e da seleção brasileira Sócrates se negasse a retirar a pequena faixa que amarrava em torno da cabeça exigindo o mesmo, não haveria mais futebol em São Paulo nas tardes de domingo e noites de quarta-feira?


Pois é, nem durante a ditadura militar-civil vimos nada parecido.

Só dá para ficar pensando que estes senhores estão realmente empenhados em acabar com o futebol, esta prática social tão relevante, que mobiliza milhões de pessoas no mundo inteiro. Ou há algo mais sério por trás de iniciativas como estas, que nossa vã filosofia não alcança nem compreende?

Sei não...


11 de ago. de 2012



Agora?

Sul Americana apenas para os oito primeiros colocados do Brasileirão.

Os oito só ficam de fora caso avancem nas quartas de final da Copa do Brasil.

Classificação automática?

Nem pensar.

O que?

Podem ser beneficiados os primeiros colocados na Série B?

Podem.

Na remotíssima hipótese de só ter peixe grande na reta final da Copa do Brasil.




1 de jul. de 2012




Por ROBERTO VIEIRA

Um dia é a garrafa, no outro um copo.

Quando o Flamengo marcou o gol da vitória contra o Sport na Ilha do Retiro, o jogador Marcinho do clube da Gávea comemorou... atirando um copo d'água na torcida do Leão.

A escaldada Polícia Militar de Pernambuco deu voz de prisão ao atacante carioca. Delicadamente.

Sem os deslizes truculentos utilizados contra o zagueiro André Luís do Botafogo na partida dos Aflitos.

Mesmo assim, os dirigentes do Flamengo enviaram nota de repúdio ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e à CBF.

Solicitaram a imediata interdição do Estádio da Ilha do Retiro por omissão de socorro da diretoria do Sport.

Diretoria que não interviu na ação da Polícia Militar.

Segundo o presidente do Flamengo: "Está virando moda a PM de Pernambuco maltratar os times do Rio de Janeiro."

Mas, até prova em contrário, continua valendo a Lei Seca nos estádios de Pernambuco.

Não se pode jogar garrafa nem copos na torcida nas arquibancadas sem ir em cana...

PS: Foto humorbabaca.com


30 de jun. de 2012



Por ROBERTO VIEIRA


Pode um clube na bucólica Paraíba.

Desafiar a mais poderosa entidade do futebol brasileiro.

Entidade que atende pela nome de CBF.

Pode esse clube desafiar a CBF e sair cantando de Galo?

Pode.

Desde que esse clube atenda pelo nome de Treze Futebol Clube.

Mais conhecido como o Galo da Borborema.

Pois o Treze.

Contra tudo e contra todos.

Paralisou a Série C do Brasileirão.

Resistiu bravamente a milhares de ameaças.

Veladas e explícitas.

Lutou pelos seus direitos no Superior Tribunal da Justiça Desportiva.

E quando viu esgotadas todas as instancias.

Lançou mão da justiça comum.

Sem medo.

Atacado por todos os lados.

Considerado carta fora do baralho.

O Treze foi derrubando seus adversários um a um.

Até que ontem.

Foi admitido como o 21° participante na Série C.

Para espanto dos poderosos de plantão.

E agora?

O Treze tem razão?

Cabe a justiça decidir.

O Treze será reduzido a pó?

Pouco provável.

Quem imagina ser a atitude dos paraibanos surpreendente.

Desconhece o significado do NEGO na bandeira do estado.

Desconhece a história da Aliança Liberal.

A Paraíba já desafiou o governo central uma vez.

Contra tudo e contra todos.

A CBF?

É a República Velha da vez...

19 de dez. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA

Aos 78 anos, pouco me importa a prisão.

Como, aliás, nunca importou mesmo.

Rico nunca foi pra prisão no país do futebol.

Eu não ia ser o primeiro.

O que importa é poder olhar para a taça no meu quarto.

Inexpugnável.

Taça que deveria ter sido minha, por direito, em 1950.

Não fossem aqueles uruguaios metidos a heróis.

Não fossem o Bigode e o Barbosa.

Jogadores sem amor a camisa.

E pensar que meu ídolo era o Ademir...

Meu pai nunca mais me levou para um jogo depois daquele 16 de julho.

Dizia que futebol era coisa de gente que não tem o que fazer.

Mas eu amava o futebol.

Sobre todas as coisas, eu amava o futebol.

Cresci olhando Pelé de longe.

Vendo Bellini levantando a taça.

Eu estudando na Suíça. Trabalhando nos Estados Unidos.

Tentando agradar meu pai:

"Filho meu brinca de ganhar dinheiro!"

Os anos se passaram, até aquele 1983.

Não resisti e caminhei até o prédio da CBF.

Lá estava ela.

Solitária deusa. Meu sonho de infância.

Foi quando conheci o Peralta.

Foi quando descobri que minha verdade absoluta, também valia no mundo do futebol:

"O dinheiro pode tudo!"

O Peralta organizou a operação.

Reuniu os comparsas no Bairro do Santo Cristo.

O resto é história.

Tudo saiu mais certo do que o planejado.

Até mesmo a idéia idiota de derreter a minha taça.

E alguém lá ia roubar a taça para derreter?

Quem quiser que conte outra.

Mas, no país do futebol, outra verdade também reina absoluta:

"Todo escândalo dura apenas 15 dias. Nenhum segundo a mais".

Hoje, a gente comemora aniversário de casamento.

Eu e a minha taça.

Vinte e cinco anos de união.

Ninguém sabe. Ninguém precisa saber.

Mas a taça do mundo é minha...


No dia 19 de dezembro de 1983, a Taça Jules Rimet foi roubada na sede da CBF...


28 de out. de 2008



[IMAGEM]

Nas semanas que antecederam a Copa União 1987, lama e caos.

Os gaúchos saem em passeata pelo novo torneio.

O Santa Cruz de José Neves exulta.

Já o Bahia, refuga.

A Federação Baiana seguindo orientação de CBF proíbe a estréia do tricolor da Boa Terra.

A mesa não resiste em pé...