Por LUCÍDIO JOSÉ DE OLIVEIRA
Aqui em Bonito tinha um tipo folclórico, alvirubro de coração. Nome: Rogaciano Lira. Vivia de jogo. Jogo de bicho, dono de uma banca. Na noite do tropeço do Santa, Rogaciano foi fazer ponto, caminhando pra lá e pra cá, na calçada da avenida em frente a uma farmácia, ponto de encontro dos notívagos.Lá no fundo da farmácia, uma mesa de dominó. Na calçada, rádio coladinho ao ouvido, Rogaciano a cada defesa de Jairo, aumentando o tom da voz, anunciava como se fosse uma senha: “Segura Ferrim!” Era o aviso para quem estava lá dentro, timbus e tricolores, às voltas com as senas, as quadras e os carroções. A garantia que continuava 1x0. Bom para o timbu. Um olho na missa, o outro no Arruda, lá onde Celso torcia e Jairo garantia o zero. Rogaciano morreu há pouco, mas viveu o suficiente para virar uma lenda. Ficou sendo desde aquele 13 de novembro chamado de "Ferrim". E ainda hoje, quando o rival perde ou deixa de fazer um gol, o grito timbu é ouvido pelo Bonito afora: "Segura Ferrim"!
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