
Ontem, assisti uma batalha meio sem querer.
O jogo Olímpia x Universidad Catolica do Chile.
Um jogo como os velhos jogos da Libertadores.
Pleno de fervor patriótico e pedras.
As pedras sempre acompanham os ultranacionalistas.
O time leva um gol e alguém grita:
“Atire a primeira pedra!”
E os torcedores começam a atirar pedras, cubos de gelo, lanças e mísseis em campo.
O pequeno estádio Para Uno parecia com uma praça de guerra estudantil.
Daquelas guerras estudantis do maio francês.
Barricadas, polícia, jovens e uma vítima:
O bandeirinha Jorge Cálderon, atingido na cabeça por um petardo.
Nocauteado, suturado e com suspeita de um traumatismo crânio-encefálico, nosso auxiliar foi levado a um hospital de Assunção.
Culpados os torcedores, a polícia e o juiz boliviano René Urube que não encerrou a partida muito antes.
Quando o futebol já tinha deixado o campo.
Quando os pontapés substituíram os jogadores.
Quando seu colega ainda estava consciente na beira do gramado, exposto a ira de uma torcida hostil.
Talvez o Sr. René Urube tenha se sentido em uma nova Guerra do Chaco.
Mas talvez tenha tido apenas medo.
Quem pode culpá-lo?


0 comentários:
Postar um comentário
Comentários