18 de set. de 2008




Ontem, assisti uma batalha meio sem querer.

O jogo Olímpia x Universidad Catolica do Chile.

Um jogo como os velhos jogos da Libertadores.

Pleno de fervor patriótico e pedras.

As pedras sempre acompanham os ultranacionalistas.

O time leva um gol e alguém grita:

“Atire a primeira pedra!”

E os torcedores começam a atirar pedras, cubos de gelo, lanças e mísseis em campo.

O pequeno estádio Para Uno parecia com uma praça de guerra estudantil.

Daquelas guerras estudantis do maio francês.


Barricadas, polícia, jovens e uma vítima:

O bandeirinha Jorge Cálderon, atingido na cabeça por um petardo.

Nocauteado, suturado e com suspeita de um traumatismo crânio-encefálico, nosso auxiliar foi levado a um hospital de Assunção.

Culpados os torcedores, a polícia e o juiz boliviano René Urube que não encerrou a partida muito antes.

Quando o futebol já tinha deixado o campo.

Quando os pontapés substituíram os jogadores.

Quando seu colega ainda estava consciente na beira do gramado, exposto a ira de uma torcida hostil.

Talvez o Sr. René Urube tenha se sentido em uma nova Guerra do Chaco.

Mas talvez tenha tido apenas medo.

Quem pode culpá-lo?






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