25 de set. de 2008



Eduardo Campos e Lula, com a camisa do Salgueiro


Muitos desejam o futebol pernambucano afastado da política. Parece uma boa. Só parece.

Futebol é turismo. Futebol é dinheiro. Futebol dá manchete. O futebol parece, mas não é neoliberal.

A propaganda de termos Sport e Náutico na série A não se paga. Pernambuco ser campeão da Copa do Brasil não se paga.

O noticiário nacional em nossa terra é limitado. Nossos melhores cérebros migram para o sul.

Mas imaginem um time pernambucano na final da Libertadores? É bom pra todos.

Os governos devem sim apoiar o futebol local. Como fazem os ingleses, os espanhóis, os italianos e os russos. Ou alguém imagina que lá fora é diferente?

Madrid é Cervantes e Real Madrid. Barcelona é Gaudí e Nou Camp.

Liverpool é Beatles e o exército vermelho. Milão, Turim, Kiev é o Dinamo.

As pessoas anseiam pelo futebol. Saiba que o museu mais visitado de Buenos Aires é o do Boca! Para horror dos conservadores de plantão.

O problema não é a aplicação de recursos públicos nos clubes. É a não prestação de contas!

A falta de notas fiscais. A politicagem barata que sai caro.

Clubes de futebol podem trabalhar com jovens nas periferias. Dar sentido a sua vida. Colégios podem trazer jogadores famosos para conversar com os estudantes carentes. Clubes de futebol podem simbolizar um território.

O dinheiro pode se traduzir em uma nova unidade social.

Muitos desejam o futebol pernambucano afastado da política. Parece uma boa. Só parece. Porque a política está em todo lugar. E zomba de quem lhe dá as costas.

Sempre lembro o jogo do Brasil contra a Bolívia em 1993 no Arruda. As imagens de Pernambuco ganhando o mundo. Heróicas. Belas. Metafísicas! Sem preço...

Está na hora do futebol ganhar o jogo da política.

Já que a política sempre ganhou o jogo com o futebol...


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