
Muitos desejam o futebol pernambucano afastado da política. Parece uma boa. Só parece.
Futebol é turismo. Futebol é dinheiro. Futebol dá manchete. O futebol parece, mas não é neoliberal.
A propaganda de termos Sport e Náutico na série A não se paga. Pernambuco ser campeão da Copa do Brasil não se paga.
O noticiário nacional em nossa terra é limitado. Nossos melhores cérebros migram para o sul.
Mas imaginem um time pernambucano na final da Libertadores? É bom pra todos.
Os governos devem sim apoiar o futebol local. Como fazem os ingleses, os espanhóis, os italianos e os russos. Ou alguém imagina que lá fora é diferente?
Madrid é Cervantes e Real Madrid. Barcelona é Gaudí e Nou Camp.
Liverpool é Beatles e o exército vermelho. Milão, Turim, Kiev é o Dinamo.
As pessoas anseiam pelo futebol. Saiba que o museu mais visitado de Buenos Aires é o do Boca! Para horror dos conservadores de plantão.
O problema não é a aplicação de recursos públicos nos clubes. É a não prestação de contas!
A falta de notas fiscais. A politicagem barata que sai caro.
Clubes de futebol podem trabalhar com jovens nas periferias. Dar sentido a sua vida. Colégios podem trazer jogadores famosos para conversar com os estudantes carentes. Clubes de futebol podem simbolizar um território.
O dinheiro pode se traduzir em uma nova unidade social.
Muitos desejam o futebol pernambucano afastado da política. Parece uma boa. Só parece. Porque a política está em todo lugar. E zomba de quem lhe dá as costas.
Sempre lembro o jogo do Brasil contra a Bolívia em 1993 no Arruda. As imagens de Pernambuco ganhando o mundo. Heróicas. Belas. Metafísicas! Sem preço...
Está na hora do futebol ganhar o jogo da política.
Já que a política sempre ganhou o jogo com o futebol...
0 comentários:
Postar um comentário
Comentários