
Um grande artilheiro vive de gol.
Mas o futebol vive dos grandes artilheiros. Sem eles o futebol seria um triste 0 x 0.
Só gosta de 0 x 0 o torcedor do Palmeiras da década de 70.
Esta noite de quarta-feira nos Aflitos marcou o reencontro de um grande artilheiro com as redes.
Kuki.
Sílvio Luiz Borba da Silva assinalou seu primeiro gol em Brasileiros da Série A.
Sete anos e sete meses depois de assinalar seus primeiros gols com o manto alvirrubro.
Em 2001, quando Kuki começou a despertar a devoção do torcedor alvirrubro, Severino Cavalcanti recebia o pedido de cassação de Eurico Miranda.
A CPI da NIKE fazia a sua primeira prisão: Antônio José Cassas de Lima, ex-dirigente do Moto Clube.
E Maradona dava bolo nos dirigentes dos Emirados Árabes na despedida do craque Abderrahman Mohammed.
O Náutico não sabia, mas no dia 11 de julho de 2001 quebraria um jejum de onze anos.
Campeão pernambucano.
O fotógrafo da Folha de Pernambuco, Robert Fabisak, traduziu em imagem as mil palavras de um artilheiro e sua torcida.
Aproveitem.
Guardem na memória.
Kuki está deixando os campos para entrar na história.
PS: Aos que acreditam, como eu, nos ciclos cruéis da história: O ocaso de um goleador muitas vezes ocorre na apoteose de outro. Hoje, o nome do outro é Washington.
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