
A torcida alvirrubra é a única a dar show de bola. Se torcida ganhasse jogo o Náutico seria imbatível. Mas torcida é bicho chato, arisco, subliminar. É igual a mulher de malandro: Apanha e tambem sorri.
Como boa mulher de malandro, a torcida do Náutico finge que vai embora e volta. Submissa, dócil, carente de um afago, de um gol que seja.
Mas o momento é de salvar o bandido da forca. Gallows Pole. Se o Náutico maltrata a gente, a gente se une, a gente se dá as mãos, e a gente vai pro campo mostrar nosso amor pelo clube como só as torcidas argentinas sabem fazer.
Torcidas que cantam até no tapa de quem amam.
A diretoria alvirrubra tem um compromisso com a história. Virar a mesa ou ser lembrada como a diretoria que devolveu o Náuitco a série B. O momento é de crise, mas a crise é o melhor momento para mostrarmos quem somos e ao que viemos.
Bibelôs ou amuletos?
E os jogadores, os jogadores são as marionetes do jogo de azar chamado futebol. O destino mexe seus cordões e tece sua teia. Penélope. Como culpar um elenco em que um jogador chega na quarta-feira e joga no sábado? Como culpar um zagueiro que vive exilado na lateral esquerda? Como culpar um jogador que volta no sacrifício? Como culpar um chute de Rafael Coelho na gaveta?
Não se pode culpar um bando de jogadores que nunca foi um time.
Time é uma coisa diferente. Time a gente sabe de cor. Time perde e ganha jogando no mesmo diapasão. Time é coisa que o Náutico este ano não teve.
Quem sabe nas próximas semanas o técnico Pintado forme algo próximo de um time.
Time que não seja um bando.
Até lá, todos que amam o Náutico deveriam colocar em segundo plano suas vaidades pessoais , suas verdades supremas.
Pois o Náutico, hoje é um filho pródigo na sarjeta, um filho pródigo perdido no submundo.
Precisa de amor, inteligência e paz.
Para que o silêncio das derrotas seja breve.
Para que a vitória volte a ser parte do cotidiano de Rosa e Silva.
Proponho um pacto. Um pacto entre todos que torcem pelo clube. Um pacto que resgate a dignidade da equipe.
Depois que as coisas voltarem ao normal a gente quebra o pau.
Em particular!
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