
Por ROBERTO VIEIRA
Ele nunca marcou um gol. Herói solitário da pequena área. Missionário.
Mas tantos foram os gols evitados que os fiéis o chamam religiosamente de São Marcos.
Um santo das causas impossíveis. Das defesas mais certas nas horas incertas.
Um santo do novo mandamento alviverde.
Entretanto, São Marcos não é aceito por unanimidade.
Pros lados do Parque São Jorge, o seu evangelho é apócrifo. Proscrito. Index.
Menos nos dias da Copa do Mundo de 2002. Dias em que o verde se unia indelevelmente ao amarelo.
Dias de todos os santos na carta aos filipenses.
Diziam as sagradas escrituras do futebol palmeirense, que o milagre viria do Oriente.
Milagre da Libertadores de 1999.
Milagre que quase se transforma em crucificação na final de Tóquio.
São Marcos nasceu em um dia 4 de agosto de 1973.
Nasceu durante o reinado da Academia do Divino.
Nasceu predestinado a ser o imortal substituto de Oberdan, Leão e Valdir de Moraes.
Nasceu para ser um exemplo de goleiro e atleta.
Até pra quem não gosta nem um pouco da religião do Parque Antartica.
Ele nunca marcou um gol. Herói solitário da pequena área. Missionário.
Mas tantos foram os gols evitados que os fiéis o chamam religiosamente de São Marcos.
Um santo das causas impossíveis. Das defesas mais certas nas horas incertas.
Um santo do novo mandamento alviverde.

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