9 de ago. de 2008



Já havia Rita Lee, a sua mais completa inspiração.

Mas não havia Martha e Daniella.

Futebol era coisa de macho. Valentão.

Pois não é que em 1972 um atacante barbarizava no Rio Grande. Terra de bombachas e chimarrão.

Êpa, um atacante não!

Uma atacante: Claudina do Operário de Alegrete.

Uruguaia, boa de bola. Bonita.

A moça comandava o Operário usando a jaqueta de número 9.

A revista Placar decidiu tirar a prova. E além de fotografar o fenômeno mandou seu repórter Roberto Appel marcar a moça.

Roberto Appel, parente do célebre goleiro Valdir Appel.

Roberto, antigo diretor da RBS-Globo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Roberto Appel que hoje exerce a mesma função em Salvador.

Marcar que nada!

O Appel, número 12 nas costas, levou um banho de bola.

Drible, fintas. Com 12 minutos em campo Roberto Appel abriu o bico. Pediu substituição.

E Claudina continuou seu jogo.

Pra sorriso dos marmanjos. E despeito das matronas.


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