9 de ago. de 2008






Um homem de setenta quilos encara um tanque de oitenta toneladas.

Com a autoridade de homem perante um tanque.

Tanque carente de poesia, e homem.

Dentro do tanque, um outro homem observa o homem à sua frente.

Descrente que o homem possa deter um tanque apenas com o olhar.

Não sabe o homem dentro do tanque,

o que pode um homem perante um tanque,

com a mente sonhando com liberdade.

O mundo parou naquele instante,

como os tanques.

O homem parado na frente do tanque foi levado pelos seus amigos embora,

distante.

Até hoje não se conhece seu nome.

Já o homem-soldado dentro do tanque.

O homem que não ousou esmagar a liberdade.

Este homem-soldado foi fuzilado,

num rito sumário.

Para honra e glória do Império do Centro.


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