
Assisti um pedaço de Grêmio x Vasco. Assisti Grêmio x Náutico.
Rugby? Telequete? Fui conferir os números. Tiro e queda.
O líder do campeonato em pontos corridos, ataque e defesa, também é o líder em outro critério:
Número de faltas cometidas.
Não são aquelas faltas violentas, embora haja muitas do tipo.
São aquelas faltas mignon. Faltas pra parar contra ataque.
Faltas que cometidas pelo Grêmio simbolizam futebol força.
Cometidas por Náutico e Vitória são anti-jogo.
Celso Roth montou um time a sua imagem e semelhança. Brucutus e um atacante oportunista.
Jogando desta forma, o Grêmio também lidera os desarmes. Claro.
Desarmes que desarmam aos poucos o adversário.
Estranho, ou sintomático, como queiram, são as arbitragens.
O time mais faltoso do campeonato não é o líder em cartões amarelos ou vermelhos.
Coisas de um futebol onde as arbitragens só enxergam o que desejam enxergar.
Ou seja, o que sugerem os donos da festa.
Algumas pessoas podem indagar se eu gostaria de ver o Náutico jogando assim?
Quem sabe?
Nunca vi. O máximo que assisti foi a dupla de zaga Alfredo Santos e Edson Gaúcho. Pau pra toda obra.
Subverter o estilo de jogo de uma equipe é complicado.
Quem nasceu pra atacar, sofre quando tem que defender.
Mas continuo fazendo uma ressalva.
Pra jogar como o Grêmio tem que ter respaldo do senhor juiz.
Coisa que o futebol nordestino nunca teve.
A gente só ganha jogando bola. Muita bola.
Na pancada mandam a gente pro pelourinho...

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