Um belo texto, por sinal. Publicado abaixo.
Se alguém conhece João Lins, favor pedir para que ele entre novamente em contato com Lucídio.
Para trocarem idéias...
Dr. Lucídio,Parabéns pela publicação do seu livro sobre o Náutico. Sou sócio do clube e sempre converso com amigos alvirrubros a respeito do clube. Não li ainda seu livro mas questões como falta de auto-estima, sentimento de impotência, costume de perder, desconfiança no time, falta de afinamento entre o clube e o time, entre outros estão sempre presentes.Conversei com um torcedor, que jamais esquece do dia em que saiu do estádio do Arruda todo molhado de urina, de cabeça baixa, com um campeonato que estava nas mãos do Náutico e que ele perdeu. E que foi a última vez que ele decidiu ir a um jogo do Náutico. Depois disso, só se viu o Náutico pelo lado da fraqueza, da ausência de expressão. Nem parecia mais o time guerreiro de décadas atrás. O que se viu também foi uma sucessão de dirigentes que não conseguiram mais resgatar o perfil vitorioso do clube e do time. Enquanto isso, via-se crescer as torcidas de Sport e Santa Cruz.Não havia mais como passar para nossos filhos o motivo de torcer pelo Náutico. Perdemos muitos torcedores. Por fim, ano passado decidi ser sócio do clube e lembro da primeira vez que entrei na sede dos Aflitos como sócio e o que vi foi um ambiente muito pra baixo, meio escuro, paredes tristes e pessoas acostumadas aquela situação de quem se acomodou com a derrota, de que tudo que vier é lucro. Fui assistir um treino e vi jogadores sem muita aplicação.Um ou outro mais esforçado mas sem muita integração. Vi um assistente que auxiliava na condução do treino mandando os jogadores correrem mais e apenas um atendia ao pedido. Citei apenas umas poucas passagens de alguns breves contatos com o Náutico que não acrescentaram nenhuma motivação para torcer pelo time nem ao menos me tornar sócio.Nenhum marketing nem ninguém contemporâneo me levou a isso. Mas uma pessoa que já morreu, que foi meu pai, um alvirrubro. Então o sentimento que tenho pelo meu pai foi quem me levou à aproximação ao clube. Ou seja, o passado que me trouxe alguma motivação para torcer pelo Náutico e manter algum comportamento de ajuda ao clube que foi me tornando sócio. E o livro do senhor traz exatamente isso: imagens do passado mas que são, pelo que percebo, as únicas motivações do presente para que pessoas tenham o time em seu coração.Seria possível transformar esse seu livro em documentário? Mas em documentário elaborado de forma realmente profissional, com pessoas especializadas debruçadas no projeto. Desconheço qualquer trabalho em vídeo que tenha sido elaborado dessa forma e se há, com certeza está sendo perdido com a poeira do tempo sem a devida divulgação e utilização.Esse material transformado em vídeo seria muito útil para tentar ofuscar os jogadores desse cenário atual e procurar trazer imagens do passado que sirvam de lição e força.Temos hoje cerca de 5.000 sócios ativos e talvez mais de 15.000 que abandonaram o clube.O Náutico precisa de duas coisas: revolução em seus sentimentos e paz para jogar simplesmente futebol. O resto, a luta do dia-a-dia trará.Mais uma vez, parabéns pelo trabalho do senhor.João Lins
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