
A raiva do jogo de ontem durou meia hora.
O tempo pra lembrar que o Náutico é maior que os desmandos de suas direções.
Direções?
Mas a razão explica que o momento agora é de não cair. De novo.
Qualquer sonho a mais é ilusório. E o ilusório não tem alicerce em nenhuma atitude alvirrubra este ano.
Como exemplo do que foi escrito aqui ontem, a declaração de Roberto Fernandes após a derrota para o Fluminense.
Declaração sincera, mas estarrecedora diante de um clube que se espera profissional:
"Está começando o segundo turno agora. Só vou poder dar uma definição sobre isso quando estiver com 85% do grupo à disposição e bem treinado. Vou dar um exemplo que é a falta de planejamento e a necessidade da vitória. O Reinaldo chegou, fez dois treinos físicos e foi para o jogo. É claro que não vai render".
Então, a gente vai se dar as mãos pelo Náutico. De novo.
Depois os donos do poder vão bradar que são os salvadores da pátria.
De novo.
Até quando?
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