21 de ago. de 2008




A raiva do jogo de ontem durou meia hora.

O tempo pra lembrar que o Náutico é maior que os desmandos de suas direções.

Direções?

Mas a razão explica que o momento agora é de não cair. De novo.

Qualquer sonho a mais é ilusório. E o ilusório não tem alicerce em nenhuma atitude alvirrubra este ano.

Como exemplo do que foi escrito aqui ontem, a declaração de Roberto Fernandes após a derrota para o Fluminense.

Declaração sincera, mas estarrecedora diante de um clube que se espera profissional:

"Está começando o segundo turno agora. Só vou poder dar uma definição sobre isso quando estiver com 85% do grupo à disposição e bem treinado. Vou dar um exemplo que é a falta de planejamento e a necessidade da vitória. O Reinaldo chegou, fez dois treinos físicos e foi para o jogo. É claro que não vai render".

Então, a gente vai se dar as mãos pelo Náutico. De novo.

Depois os donos do poder vão bradar que são os salvadores da pátria.

De novo.

Até quando?



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