1 de ago. de 2008



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Estava macambúzio. Nada mais cruel que o mês de julho repleto de derrotas.

Estava esperando algum assunto para escrever sobre o Náutico. Sobre vitórias.

Algum assunto que fizesse o ceticismo se transformar em esperança.

De repente, o Clube Náutico quase se reduziu a cinzas no mês dos quarenta anos do Hexa. Quase.

Hoje, estava cansado quando cheguei no TIP (Terminal Integrado de Passageiros) em Recife. Mais uma viagem de Caruaru.

Nem almoçado direito eu tinha.

No banco de trás do carro, o livro Náutico - A bola e as lembranças do grande Lucídio. Livro para enviar ao Juca Kfouri.

Olhei pra agência dos correios do TIP. 4:55h. Faltavam cinco minutos para que a loja fechasse.

Entrei. Pesei o livro. Foi quando notei no olhar do funcionário um sorriso iluminado. Ele manuseava o livro como um tesouro.

E mostrava o livro para os demais clientes da agência e para sua colega de trabalho. Rubro negra.

Comentei que o livro seguiria para o Juca Kfouri em São Paulo. Pronto. Viramos colegas de infância.

Luiz Pereira, este o nome do funcionário, era alvirrubro de carteirinha. Falou que estava triste com o jogo de ontem. Mas que o Figueirense está no papo.

Seu sorriso era só amor pelo Náutico. Amor e fé. Aquela fé dos que amam o amor mais sincero. O amor que a si só se basta.

Não pude deixar de sorrir também. Eu que estava macambúzio. Eu que estava triste com o mês de julho.

No sorriso e na alegria de Luiz, no amor que ele sente pelo Náutico, eu pude ver o futuro.

Que todos os torcedores alvirrubros possam resgatar em seus corações este amor sem barreiras.

Este amor que é só gol.

O amor que Luiz Pereira sente pelo Clube Náutico Capibaribe.

Luiz Pereira que tem uma bandeira do Náutico na sua sala na agência dos correios do TIP.




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