23 de ago. de 2008




Muito antes da medalha de ouro.

Muito antes de dar a volta por cima.

Maureen já era de outro planeta.

Não fosse o pai dela um beatlemaníaco. Sinônimo de gente boa.

No dia 17 de setembro de 1999, Maureen desembarcava em Recife.

E ia inaugurar o CT da Olympikus em Caetés I.

Centro para menores carentes.

Maureen que presenteia a jovem Keila Costa com um agasalho esportivo.

A medalhista de ouro já era dona da melhor marca mundial no salto em distância.

Pintava as unhas em Winnipeg com as cores da bandeira brasileira. Era musa.

Parecia que o futuro seria uma Abbey Road, mas se tornou uma Strawberry Fields.

Muita água ainda iria passar por debaixo das pontes da vida de Maureen.

Tantas pontes quanto as pontes do Recife.

Até que seu sorriso voltasse a coroar as pistas de atletismo.

Até que a paz voltasse ao seu coração.

Paz que repousava em seu rosto nesta foto, com o mar de Boa Viagem no horizonte.

Por último, uma pergunta a quem souber me responder.

Como anda o tal CT em Caetés?




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