[IMAGEM]
A política sempre esteve presente no futebol argentino e uruguaio.
Mas no Brasil, o futebol passou longe dos golpes e contragolpes da história.
Sócrates foi o único jogador, salvo engano, que se interessava pelo assunto.
Tem muito jogador que virou político, como João Leite e Piazza em Minas Gerais, o próprio Roberto Dinamite no Rio.
Mas são políticos não ideológicos. Se é que ainda existe ideologia no mundo.
Mas no dia 8 de fevereiro de 1946, Pernambuco assistiu um clássico diferente.
Um Clássico dos Clássicos em apoio a greve dos bancários.
Os bancários lutavam pelo aumento garantido pela Comissão Paritária.
Aumento negado pelos patrões.
O momento era de pós-guerra. A esquerda vibrava com a URSS e Stalingrado.
Monteiro Lobato, Portinari e Drummond tinham simpatias vermelhas.
E lá se foram Náutico e Sport jogar nos Aflitos revertendo a renda aos grevistas.
Por incrível que pareça a Federação abriu mão da sua cota.
O resultado daquela sexta-feira foi um 2 x 2.
Uma prova de que o futebol também pode ter neurônios...
0 comentários:
Postar um comentário
Comentários