28 de ago. de 2008



[IMAGEM]

A política sempre esteve presente no futebol argentino e uruguaio.

Mas no Brasil, o futebol passou longe dos golpes e contragolpes da história.

Sócrates foi o único jogador, salvo engano, que se interessava pelo assunto.

Tem muito jogador que virou político, como João Leite e Piazza em Minas Gerais, o próprio Roberto Dinamite no Rio.

Mas são políticos não ideológicos. Se é que ainda existe ideologia no mundo.

Mas no dia 8 de fevereiro de 1946, Pernambuco assistiu um clássico diferente.

Um Clássico dos Clássicos em apoio a greve dos bancários.

Os bancários lutavam pelo aumento garantido pela Comissão Paritária.

Aumento negado pelos patrões.

O momento era de pós-guerra. A esquerda vibrava com a URSS e Stalingrado.

Monteiro Lobato, Portinari e Drummond tinham simpatias vermelhas.

E lá se foram Náutico e Sport jogar nos Aflitos revertendo a renda aos grevistas.

Por incrível que pareça a Federação abriu mão da sua cota.

O resultado daquela sexta-feira foi um 2 x 2.

Uma prova de que o futebol também pode ter neurônios...



Categories: ,

0 comentários:

Postar um comentário

Comentários