Todo brasileiro era apaixonado pela Cidade Maravilhosa. Nossa alma era um pouco carioca, a gente sentia orgulho do Corcovado, do Cristo Redentor, das mulheres belíssimas e inatingíveis até para o Tom Jobim. Mulheres do Chico Buarque.
Visitar o Rio de Janeiro era um deslumbre. Nosso distrito federal. Nosso cartão postal. Até que um dia...
Um dia a cidade iniciou seu declínio. Cadê Dom João VI? Cadê a Coroa pra subtrair dízimos das províncias? Brasília surgiu do nada para desviar o poder central das vistas do povo eleitor. Embora não tenha sido esse o propósito de JK, o Poder Central esqueceu o Rio. E o Rio ficou entregue ao caos urbano do final do século XX. Mais ou menos como todo mundo, mas nem todo mundo era o Rio da Confeitaria Colombo e da Rua do Ouvidor.
Peraí! Onde entra o futebol nessa lenga-lenga?
Pois é, rapaz. Enquanto os clubes de Pernambuco, Paraná, Rio Grande, Santa Catarina entre outros lutavam para manter o seu patrimônio às custas dos doze trabalhos de Hércules, os grandes do Rio... Os grandes do Rio colocavam seu patrimônio à venda e reinventavam a abertura dos portos.
Todos falidos há 40 anos ou mais.
O Flamengo do torcedor Roberto Marinho inventou a pólvora. O Botafogo foi e voltou de General Severiano. E o Fluminense perdeu o fraque e as polainas. Tudo começando no ano de 1971, com anúncios de página inteira nos jornais e revistas do país.
Enquanto se cantava, o Rio de Janeiro continua lindo!
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