3 de jul. de 2008




Os anos 70 corriam soltos.

O Pink Floyd gravava o Dark Side of The Moon.

Os EUA levavam uma surra no Vietnã.

E no Rio de Janeiro, mais precisamente em Bangu, o futuro do Náutico ganhava forma.

Uma foto antiga.

Os meninos do Bangu não sabem. Para dois deles as cores alvirrubras seriam outras.

Hexas.

No alto, o terceiro em pé da esquerda para a direita é Sidcley.

Um símbolo de técnica e raça.

O futuro companheiro de Beliato na conquista de 1974.

Agachado, mão direita apoiada no gramado, ELE.

Jorge Mendonça.

O homem dos oito gols.

O menino de Moça Bonita.

O gênio.

Como eu dizia, os anos 70 corriam soltos.

Os rebeldes morriam presos.

E o Timbu renascia na distante Bangu.

Ah, antes que eu me esqueça.

Havia mais de um Jorge naquele Bangu.

Mais de um destino.

O primeiro jogador agachado na esquerda é Jorginho Carvoeiro.

Herói do título brasileiro do Vasco em 1974.

Jorginho que faleceu adolescente.

Deixando filho e esposa pobres à espera da Cruz de Malta.

Hoje, os dois Jorges não há mais.

Apenas a fotografia a nos olhar, souvenir.

Os campos de futebol nem sempre são os campos dos sonhos...



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