Os anos 70 corriam soltos.
O Pink Floyd gravava o Dark Side of The Moon.
Os EUA levavam uma surra no Vietnã.
E no Rio de Janeiro, mais precisamente em Bangu, o futuro do Náutico ganhava forma.
Uma foto antiga.
Os meninos do Bangu não sabem. Para dois deles as cores alvirrubras seriam outras.
Hexas.
No alto, o terceiro em pé da esquerda para a direita é Sidcley.
Um símbolo de técnica e raça.
O futuro companheiro de Beliato na conquista de 1974.
Agachado, mão direita apoiada no gramado, ELE.
Jorge Mendonça.
O homem dos oito gols.
O menino de Moça Bonita.
O gênio.
Como eu dizia, os anos 70 corriam soltos.
Os rebeldes morriam presos.
E o Timbu renascia na distante Bangu.
Ah, antes que eu me esqueça.
Havia mais de um Jorge naquele Bangu.
Mais de um destino.
O primeiro jogador agachado na esquerda é Jorginho Carvoeiro.
Herói do título brasileiro do Vasco em 1974.
Jorginho que faleceu adolescente.
Deixando filho e esposa pobres à espera da Cruz de Malta.
Hoje, os dois Jorges não há mais.
Apenas a fotografia a nos olhar, souvenir.
Os campos de futebol nem sempre são os campos dos sonhos...
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