9 de jul. de 2008





Por ROBERTO VIEIRA

Hoje o Estádio dos Aflitos, localizado na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, reabre as suas portas com a ilustre presença de outro conselheiro:

O Conselheiro Muricy Ramalho.

Muricy Ramalho que foi eleito conselheiro vitalício do Clube Náutico Capibaribe em 2007.

Muricy que é o técnico do São Paulo, adversário do Timbu esta noite.

Muitos enxergam na amizade entre o técnico tricolor e os alvirrubros um amor recente.

Fruto do bicampeonato 2001/2002 conquistado pelo treinador em Pernambuco.

Engano. A admiração do Náutico por Muricy é mais antiga. Vem do século passado.

Em 1976 o Náutico era dirigido por Valdemar Carabina. O mesmo treinador que levou o então palmeirense Muricy para treinar no São Paulo em 1965.

Muricy havia explodido como craque no ano anterior, mas caía de produção junto com o time do São Paulo.

Valdemar fez o convite. O Náutico lançou a manchete da vinda do jovem meia paulista. Mas o negócio não vingou.

Vinte e cinco anos depois o convite foi repetido. Agora para o técnico Muricy Ramalho.

O Náutico comemorava seu centenário. De joelhos.

Muricy chegou em Recife, assumiu o time no mesmo dia e venceu o Sport na Ilha do Retiro com um jogador a menos. De pé.

Uma jornada épica cujo desfecho foi a conquista do título depois de um longo jejum de onze anos.

No ano seguinte, campeão novamente.

Hoje, o Estádio dos Aflitos reabre as suas portas com a ilustre presença do Conselheiro Muricy Ramalho.

Muricy que nasceu palmeirense. Cresceu tricolor.

Mas que vive na memória de cada alvirrubro pernambucano.

Como um gol de Bita. Como uma defesa de Lula Monstrinho.

Um chute de Marinho Chagas.

Como o frevo Come e Dorme.

Como o querido Estádio dos Aflitos.



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