11 de jul. de 2008









12 de julho de 1998...






Por ROBERTO VIEIRA


Zé Gallo abraça Zagallo na concentração de Ozoir-la-Ferriére.

A turma do Casseta e Planeta faz as pazes com o velho Lobo.

Dunga abraça o treinador. Ao lado de Taffarel, Dunga é o recordista de jogos em Copas do Mundo nesta seleção.

Dunga está prestes a ser o primeiro jogador a erguer por duas vezes consecutivas o troféu de campeão mundial.

Dunga que tem planos de se tornar técnico. Ronaldo sorri.

Zinedine Zidane se posiciona na entrada da grande área.

De repente dispara na direção do gol. O escanteio descreve uma curva em sua direção.

Numa fração de segundos, Leonardo percebe o perigo azul. Tarde demais. A cabeçada certeira vence Taffarel: França 1 x 0.

Galvão Bueno repete a escalação da seleção brasileira. Onde está Ronaldo?

O Brasil atônito se pergunta o que ocorre nos bastidores da seleção. Onde está Ronaldo?

O Brasil se prepara para a guerra na França com os nervos em frangalhos. Edmundo vai jogar? Onde está Ronaldo? Convulsões?

Uma primeira versão fala de uma contusão no tornozelo direito.

Quarenta e cinco minutos antes do pontapé inicial e tudo volta a ser como antes. Ronaldo joga.

O escanteio vem da direita. Zinedine Zidane se posiciona na entrada da grande área.

De repente dispara na direção do gol. O escanteio descreve uma curva em sua direção.

Numa fração de segundos Dunga percebe o perigo azul.

Mas Zidane ganha a dividida e cabeceia entre as pernas de Roberto Carlos.

A cabeçada certeira morre nas redes brasileiras: França 2 x 0.

Uma final de Copa do Mundo é uma guerra. A seleção brasileira parece disposta a provar que na guerra a primeira vítima é a verdade.

Edmundo caminha para o banco de reservas. Ronaldo não sorri.

O Brasil não sabe, mas o Brésil já perdeu a partida. É tudo uma questão de tempo.

Pela primeira vez a Copa do Mundo não assiste uma final entre duas seleções.

No Estádio da França só existe um time em campo. E não é o Brasil. Gol de Petit.

Zinedine Zidane é campeão do mundo. É filho de argelinos o herdeiro do marroquino Just Fontaine.

A França se descobre multirracial. O Champs-Élysées se transforma em uma praça do interior brasileiro. Até a próxima intifada.

A FIFA agradece aos deuses do futebol o resultado da partida. A FIFA de Jules Rimet.


Nos próximos quatro anos a França irá dominar o mundo do futebol.

O Brasil irá se debater em crises, derrotas e explicações de Ronaldo na CPI do Congresso.

Nada mais digno do Casseta e Planeta...





0 comentários:

Postar um comentário

Comentários