18 de jun. de 2008



Por ROBERTO VIEIRA

Um jogador é expulso de campo. Logo após a expulsão, chuta uma garrafa na direção da torcida. Não satisfeito, faz gestos obscenos para a torcida e sai de campo numa guerra monumental com a polícia militar.

No julgamento do STJD, o atleta é suspenso por doze partidas. A torcida que foi agredida e xingada pelo atleta assiste seu estádio sendo interditado por causa do.. gramado. Uma polêmica sobre a atitude do jogador e a reação da polícia militar se estabelece no país. O clube mandante é obrigado a jogar fora de casa.

Por tempo indeterminado, já que o STJD trabalha em slow motion no caso.

Quando a gente imagina que já viu de tudo, surpresa!

Os cariocas decidem ficar quites com os pernambucanos. Pernambucanos que homenagearam a sua Polícia Militar no episódio.

Como?

Homenageando o zagueiro André Luís com a convocação para a seleção carioca que enfrenta os pré-olímpicos. Amistoso que será disputado, ironicamente, no Estádio da Cidadania em Volta Redonda.

Talvez para o técnico carioca Alfredo Sampaio a convocação seja um fato banal. Ele diz que convocou os jogadores que conhecia e confiava. Direito dele. Porém, numa visão mais ampla e política, o país é que continua o mesmo.

A violência é premiada com o tapinha nas costas. O desprezo pelo público é recompensado com a gorjeta da convocação extraordinária.

Tudo como dantes no quartel do Abrantes.

Mas não vá um jogador do Náutico no jogo de volta no Rio atirar garrafas nas arquibancadas do Engenhão. Que um jogador do Náutico não ouse presentear a massa carioca com gestos pornográficos. Que ele não se digladie com a polícia militar do estado do Rio de Janeiro.

Pois nesse caso ele não terá as benesses do silêncio cúmplice. E muito menos será homenageado com a convocação para a seleção carioca que enfrenta os pré-olímpicos.

Ele será conduzido em camburão pelas ruas da Cidade Maravilhosa. Com paletó xadrez e algemas.

Para delírio das gerais.

Enfim, quites!



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