17 de jun. de 2008



Carlito Rocha e Biriba

Passeando no tempo, concluí nas páginas do futebol pelo óbvio:

O Botafogo também ama!

O Botafogo que ataca acintosamente a nossa casa. O Botafogo que se sentiu ultrajado pelo tratamento conferido nos Aflitos.

Esse Botafogo de Carlito Rocha também ama!

Há 30 anos os botafoguenses perderam o seu campo.

E se lançaram no ato de fé da manutenção da antiga sede.

Pois o Botafogo também ama!

O Botafoguense Paulo Ramos afirmava, romântico:

"A demolição da sede é inaceitável, tal o valor sentimental que ela tem para nós!"

O Botafogo também ama, meus senhores.

Pois as mesmas palavras usam os alvirrubros quando se fala da simplicidade dos Aflitos.

Porque o Náutico também ama. Escancaradamente. De joelhos postos.

Ama tanto o seu campo de futebol que se recusa a dobrar-se ante o poder e a glória.

Em 1977, a luta do Botafogo era contra a Vale do Rio Doce.

Empresa que desejava destruir a sede alvinegra.

Em 2008, a luta do Náutico é contra o Botafogo e o STJD.

STJD que nunca amou, nem sabe o que é amar alguém. Só sabe onde se localiza o próprio interesse político.

Mas o Botafogo, este Botafogo que já foi de Garrincha e Quarentinha.

Este Botafogo também ama!



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