Por ROBERTO VIEIRA
Nas últimas semanas Pernambuco foi injusto.
E, se a injustiça dói no coração do injustiçado, não é menos verdade que não faz bem a quem comete a injustiça.
Desde que este alguém seja uma pessoa ou estado de bem.
Pernambuco insiste que a mídia da região mais rica do país é parcial com Pernambuco.
Que os comentários são despropositados.
Que o Sul defende o Sul com unhas e dentes.
Que o jornalismo do Sul é tendencioso.
Pura balela!
Confundir uma grande rede de jornalismo com jornalismo é como confundir uma empresa de plano de saúde com medicina.
A medicina não está nas goldens e meds da vida.
A medicina está nos médicos idealistas.
Sim, ainda os há.
Assim como o jornalismo está em alguns jornalistas idealistas.
E ainda são muitos.
Grandes conglomerados comerciais fazem negócios. Ganham dinheiro.
Estão interessados no tostão.
(Vejam a maior rede de televisão do país.
Simplesmente ignora a Eurocopa. Assim como quem não quer nada.
Quando um jornalismo é sério dá a notícia de qualquer forma. Mesmo doendo no seu bolso).
As grandes empresas compram aqueles indivíduos mais sensíveis ao toque de Midas.
Esquecidos eles que Midas não foi feliz.
Ou talvez, nem saibam quem foi Midas.
O que não é risível, nem triste. É apenas um fato.
A dignidade é artigo raro.
A dignidade com inteligencia então, nem se discute.
Portanto, meus senhores que defendem Pernambuco com tanto ardor, cuidado!
Pernambuco também tem seus fariseus.
Pernambuco também tem seus samaritanos.
Porque a compra do verbo de um indivíduo não é novidade.
É uma das características mais antigas do gênero humano.
O mundo é um universo de Mecenas ávidos pelo poder.
Sem a grandeza de um Caius Mecenas.
A quinta coluna anda solta.
Mas isso é ancestral. Nada de novo no front...
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