20 de jun. de 2008









A alvirrubra Turquia


Por ROBERTO VIEIRA

Slaven Bilic, o técnico croata, se achava o homem que sabia demais.

Mas a sorte no futebol é uma dama oculta. Um fantasma em psicose.

Turquia e Croácia pareciam ter feito um pacto sinistro com o empate.

Uma trama macabra na noite suiça.

Ataques e defesas se revezavando em frenesi.

De repente, gol da Croácia aos 118 minutos.

De repente, gol da Turquia aos 122 minutos da prorrogação. Turquia que roubou a vitória croata como um ladrão de casaca.

O jogo que já estava acabado, recomeça. A Croacia era um corpo que cai.

Já a Turquia, que venceu nas penalidades máximas, vive o interlúdio de um sonho. Reviver a glória da sua inimiga ancestral, a Grécia.

Grécia campeã européia em 2004. Coisas de uma intriga internacional.

A Turquia segue na Eurocopa pelos degraus de um filme de suspense digno do mestre Hitchcock.

Filmes que surpreendem o espectador no minuto final.

Jogos dignos de um festim diabólico.

Segundo Zico, a mais recente piada que rola em Istambul é a seguinte:

Disque Turquia para matar!





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