Ainda bem que o mundo não é a Federação Pernambucana de Futebol, embora a FIFA por vezes tente algo parecido na Copa do Mundo.
Colocando Brasil e Argentina distantes. Tornando impossível o maior clássico do planeta.
Brasil e Argentina sempre ensina alguma coisa ao torcedor mais atento.
Em 1970, ensinou que o maior time de todos os tempos não podia desprezar los hermanos.
1970, Maracanã
Como em 2007, na final da Copa América, mostrou que nem o gênio de Riquelme podia desprezar um Josué.
Coisa de clássico. Onde nada é definitivo e todo resultado é lógico.
A soberba argentina é histórica.
Em 70 o treinador Pizutti disse que o Brasil era só Pelé.
E Pelé voltou às pressas para marcar um dos seus mais belos gols no Maracanã.
Para espanto de Cejas.
Pelé que estava ocupado com suas campanhas de propaganda.
Foi a última grande vitória de Saldanha. Seu canto do cisne.
Hoje continuamos correndo sem tática. Errantes no Mineirão.
A torcida aos gritos dizia 'Adeus, Dunga!'
Ou seria: Ah, Deus! Dunga?
O Mineirão cantou com o Skank e cantou com Dunga.
E foi pra casa depois de um 0 x 0 que não acontecia há vinte anos.
Alfio Basile é milongueiro, mas tem muito de Dunga.
A torcida argentina também faz côro com a brasileira: Ah, Dios! Alfio?
Tanto faz.
Dunga não vai dizer adeus. Nem Alfio Basile, que também limita a Argentina.
Dunga que fica sem canto nem cisne.
Sem choro nem vela.
E, sinal dos tempos sonolentos que vivemos, meus senhores.
Nem uma briguinha teve.

0 comentários:
Postar um comentário
Comentários