18 de jun. de 2008




Ainda bem que o mundo não é a Federação Pernambucana de Futebol, embora a FIFA por vezes tente algo parecido na Copa do Mundo.

Colocando Brasil e Argentina distantes. Tornando impossível o maior clássico do planeta.

Brasil e Argentina sempre ensina alguma coisa ao torcedor mais atento.

Em 1970, ensinou que o maior time de todos os tempos não podia desprezar los hermanos.

1970, Maracanã

Como em 2007, na final da Copa América, mostrou que nem o gênio de Riquelme podia desprezar um Josué.

Coisa de clássico. Onde nada é definitivo e todo resultado é lógico.

A soberba argentina é histórica.

Em 70 o treinador Pizutti disse que o Brasil era só Pelé.

E Pelé voltou às pressas para marcar um dos seus mais belos gols no Maracanã.

Para espanto de Cejas.

Pelé que estava ocupado com suas campanhas de propaganda.

Foi a última grande vitória de Saldanha. Seu canto do cisne.


Hoje continuamos correndo sem tática. Errantes no Mineirão.

A torcida aos gritos dizia 'Adeus, Dunga!'

Ou seria: Ah, Deus! Dunga?

O Mineirão cantou com o Skank e cantou com Dunga.

E foi pra casa depois de um 0 x 0 que não acontecia há vinte anos.

Alfio Basile é milongueiro, mas tem muito de Dunga.

A torcida argentina também faz côro com a brasileira: Ah, Dios! Alfio?

Tanto faz.

Dunga não vai dizer adeus. Nem Alfio Basile, que também limita a Argentina.

Dunga que fica sem canto nem cisne.

Sem choro nem vela.

E, sinal dos tempos sonolentos que vivemos, meus senhores.

Nem uma briguinha teve.



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